08 de julho de 2026
Internacional

EUA pede reforço contra talebans


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Cabul - Um dia após a chegada à Cabul, David Petraeus, o novo comandante das tropas dos Estados Unidos e da Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, pediu que se faça um “esforço comum” na guerra contra os talebans, em sua primeira aparição pública como novo chefe das operações ocidentais no país.

“Este é um projeto no qual devemos fazer um esforço comum e perseguir o mesmo propósito. Civis e militares, afegãos e estrangeiros, somos todos parte de uma equipe com uma missão”, declarou Petraeus.

“Nesta importante tarefa, a cooperação não é opcional e sim imperativa”, assinalou o general, que participou hoje da celebração da independência dos Estados Unidos na embaixada americana.

Petraeus substitui o general Stanley McChrystal, destituído depois da divulgação de uma entrevista em que se mostrava muito crítico e desrespeitoso em relação ao presidente Barack Obama e sua administração.

Sua chegada acontece em um momento muito difícil para a coalizão de tropas internacionais, com baixas batendo recordes. Somente em junho morreram 102 soldados, um nível comparável aos piores momentos da guerra no Iraque, em 2007.

A Otan lidera uma força internacional de 120 mil homens no Afeganistão e planeja treinar e gradualmente entregar o controle de certas regiões ao Exército e forças policiais afegãs. A Otan quer começar a transferir controle para autoridades afegãs a partir de novembro.

Julho de 2011

Para o presidente norteamericano, Barack Obama, o prazo para o início da retirada das tropas dos Estados Unidos no Afeganistão é julho de 2011. Em sabatina no Congresso americano, o novo comandante da guerra que as forças dos EUA e da Otan travam no Afeganistão, o general David Petraeus confirmou este prazo, mas alertou que ainda há “duros combates pela frente”.

Obama já indicou que as tropas devem começar a deixar o país daqui a cerca de um ano, mas que o ritmo e o tamanho da retirada dependerão dos desdobramentos dos conflitos.

Petraeus reiterou que a data representa apenas o início de uma “fase de transição na qual o governo afegão assumirá cada vez mais a responsabilidade sobre sua própria segurança”, o que pode levar anos.

Antes de aprovar sua nomeação, em substituição ao general Stanley McChrystal -afastado após criticar publicamente Obama-, parlamentares americanos questionaram a possibilidade de cumprir este prazo.

A senadora Lindsey Graham foi enfática ao exigir mais transparência sobre a guerra. “Alguém precisa esclarecer de uma vez por todas que diabos vamos fazer no Afeganistão”, disse.