08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

WIMBLEDON

O espanhol Rafael Nadal venceu no último domingo seu segundo torneio de Wimbledon (torneio mais tradicional do tênis), chegando ao 41º título na carreira profissional. Na final, venceu o tcheco Tomas Berdych, por três sets a zero, com parciais 6/3, 7/5 e 6/4. No feminino, a americana Serena Willians foi a campeã ao vencer a russa Vera Zvonareva por 6/3 e 6/2. Nas duplas masculinas, Jurgen Melzer (Áustria)/Philipp Petzeschener (Alemanha) foram campeões. Nas duplas femininas, as campeãs foram: Vânia King (EUA)/Yaroslava Shvedonva(Cazaquistão). Nas duplas mistas, foram campeões: Leander Paes (Índia)/Cara Black (Zimbábue).

ENTRE OS MAIORES

Ao vencer pela segunda vez o torneio de Wimbledon, Rafael Nadal chegou ao seu 8º título de Grand Slam, chegando ao posto de sexto maior vencedor em Grand Slams da história, igualando nomes consagrados como André Agassi (EUA), Ivan Lendl (CHE), Fred Parry (ING) e Jimmy Connors (EUA), ultrapassando o americano John McEnroe, que tem sete títulos. Mas Nadal tem apenas 24 anos já igualou a marca do sueco Bjorn Borg (11 títulos), que com a mesma idade havia vencido também 8 Grand Slams. Já o maior vencedor de Grand Slams, Roger Federer (16 títulos), quando tinha 24 anos tinha vencido seis Grand Slams. Então será que o espanhol poderá ser o maior vencedor de Grand Slams da história? É pouco provável, mais porque Federer, ainda que não tão bem como antes, mas continua jogando e é sempre um dos favoritos e pode vencer mais alguns Grand Slams. Também não se sabe o tempo que o corpo do espanhol Nadal vai aguentar, não pela idade, mas, por ter um estilo de jogo que faz com que se desgaste mais que os outros.

RANKING

Conforme ranking divulgado ontem, o Brasil volta a ter três tenistas entre os primeiros 100 do mundo. Thomaz Bellucci agora é o 22º da lista, isolando-se como o segundo melhor brasileiro na história, atrás, claro de Gustavo Kurten, que foi número 1 do mundo entre o ano 2000 e 2001. Ricardo Mello agora é o 900 e Marcos Daniel é o 1000. Entre os primeiros três o ranking ficou assim: 1º Rafael Nadal (ESP), com 9945 pontos, 2º Novak Djokovic (SER), 6905 pontos e em 3º agora está o suíço Roger Federer com 6885 pontos.

APENAS TRÊS GAMES

Ex-número 1 do mundo, mas longe do tênis profissional desde 1999, o austríaco Thomas Muster, de 42 anos, tentou uma volta na última semana em um challenger na Alemanha, mas fez apenas três games e foi facilmente derrotado pelo irlandês, 1650 do mundo, por 6/2 e 6/1. Muster em sua carreira somou 44 títulos, sendo 40 deles em quadras de saibro. Esses 40 títulos fazem dele o segundo maior vencedor nesse piso, superado apenas pelo argentino Guillermo Vilas com 45 títulos.

SUPERANDO A IDADE

Também com idade avançada, não tanto quanto o austríaco Muster, o bauruense Carlos Oliveira (sobrinho do também bauruense Edvaldo Oliveira), hoje radicado em São Paulo e perto de completar 34 anos, continua enfrentando de igual para igual adversários bem mais jovens que ele. No torneio Future disputado em Araçatuba, semana passada, Carlos chegou até a final, mas acabou derrotado por Eladio Ribeiro por 6/3 e 6/2. Para chegar à final, o bauruense venceu adversários como os brasileiros Rodrigo Guidolin (25 anos, 463 do mundo) e Leonardo Kirche (25 anos, 361 do mundo). Seu ranking atual é 668 do mundo, seu melhor ranking foi 483, atingido em 2009.

COPA DAVIS

A rodada de quartas de final do grupo mundial da Copa Davis será disputada a partir da próxima sexta-feira dia 9. Os confrontos são França x Espanha; Rússia x Argentina; Croácia x Servia e Chile x Republica Tcheca. Os países mencionados primeiro jogam em casa. O Brasil joga pela “repescagem” (se vencer volta ao grupo mundial em 2011) contra a Índia, em confronto marcado entre os dias 17 a 19 de setembro.

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DICA

Se numa partida você a cada bola que vai bater diz a si mesmo: “Gire o tronco, faça uma boa terminação de movimento, bata mais adiantado”, ou outras coisas mais, é sinal que você ainda não tem uma técnica apurada. Os professores e os livros ensinam, mas a técnica tem que estar no seu instinto, ser automática. É preciso treinar tanto de modo que os movimentos de cada batida ou posicionamento na quadra se tornem algo natural. Use sua criatividade. Quando se está treinando é uma coisa, mas em jogos pra valer, nem sempre haverá tempo de pensar na execução de um movimento correto, ou como o professor disse, mas a bola deve ser devolvida, não importa de que maneira. Lembre-se: vence o ponto aquele que devolve uma bola a mais que o adversário. Ninguém melhor que Rafael Nadal para saber disso.

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CURIOSIDADE

Sempre que acontece o torneio de Wimbledon nos lembramos da brasileira Maria Esther Bueno, e seus oito títulos, sendo três em simples - 1959, 1960 e 1964 -, e mais cinco em duplas - 1958, 1960, 1963, 1965 e 1966. No ano de 1977, quando assistia a um jogo na tribuna de jogadores, na quadra central, vi quando Maria Esther também chegou à tribuna de jogadores. Durante uma das trocas de lado dos jogadores, o juiz de cadeira, que certamente foi informado disse no microfone: “Temos o prazer de anunciar a presença de Maria Esther Bueno, tri-campeã de simples do nosso torneio”. Nesse momento, a plateia (mesmo sem saber onde ela estava) se levantou e bateu palmas. Gesto difícil de imaginar aqui no Brasil. Outros quatro brasileiros alcançaram pelo menos as quartas de final de simples: Armando Vieira, em 1951, Thomaz Koch, em 1967, ainda na era amadora, e Gustavo Kuerten, em 19h99 e André Sá, em 2002, na era profissional. Outro bom resultado veio com a dupla André Sá e Marcelo Melo, semifinalistas em duplas de 2007.