09 de julho de 2026
Regional

Polícia investiga perna achada em rio

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu – A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) iniciou as investigações para tentar identificar a quem pertence a perna que foi encontrada por pescadores, no sábado à tarde, boiando nas águas do rio Tietê, na zona rural da cidade, próximo à ponte sob a rodovia Geraldo de Barros (SP-191). A polícia acredita em homicídio e que a vítima seja uma mulher entre 50 e 60 anos de idade.

De acordo com o delegado titular da DIG, Celso Olindo, no fim se semana, uma mensagem com dados sobre a ocorrência e fotos do membro localizado no rio Tietê foi encaminhada às delegacias de polícia da região para que a Polícia Civil possa confrontar as informações com eventuais pessoas desaparecidas. À princípio, no entanto, o delegado conta que, recentemente, não foram registradas queixas de desaparecimento na região.

O titular da DIG acredita que a perna pertença a uma mulher entre 50 e 60 anos de idade, vítima de provável homicídio e esquartejamento. “Tudo indica que é de mulher porque as unhas estavam pintadas na cor rosa. Foram feitas buscas, inclusive com o Corpo de Bombeiros, no local, mas não foi achado mais nada”, diz. “Dá para entender que foi homicídio porque o corte é um tipo bem aparado, como se fosse de faca ou facão”.

Olindo alega não ser possível precisar a data do suposto crime e quando a vítima, ou apenas sua perna, teria sido jogada no rio. “Nós imaginamos que menos de dez dias”, afirma. “Vamos aguardar exame mais detalhado que o Instituto Médico Legal (IML) está fazendo.

“Foi pedido para que se guarde o material para exame de DNA, mas a gente precisa ter um confronto, precisa saber se tem uma desaparecida há algum tempo que preencha características como a cor branca. Preenchendo essas características, a gente pede para fazer o exame de DNA com os familiares dessa desaparecida”, explica.

Segundo o IML, a partir da coleta de amostra do membro por parte do médico legista para eventual realização de exame de DNA, o mesmo é enterrado, em processo chamado de inumação, como indigente.