09 de julho de 2026
Nacional

Campanhas no Estado de SP custarão R$ 159 mi

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A corrida ao Palácio dos Bandeirantes deverá custar R$ 159 milhões, segundo a previsão de gastos apresentadas pelos quatro principais postulantes à sucessão no Estado de São Paulo.

Líder nas pesquisas de intenção de voto e com a missão de manter o domínio tucano no Estado, Alckmin declarou que pretende gastar até R$ 58 milhões na disputa. Em 2006, a campanha do também tucano José Serra, que disputará a Presidência neste ano, previu gastos de R$ 50 milhões.

O valor previsto pela campanha tucana é 26,1% superior à estimativa do candidato do PT, Aloizio Mercadante, que está em segundo lugar nas pesquisas. O petista estima gastos de R$ 46 milhões na campanha.

Debutante em campanhas eleitorais, o empresário Paulo Skaf (PSB) tem 3% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha realizada em março, e apenas o PSL em sua coligação, mas prevê gastos de R$ 35 milhões na campanha. O valor é quase o dobro dos R$ 20 milhões previstos pelo deputado federal Celso Russomano, candidato do PP ao governo, e em terceiro nas pesquisas.

Patrimônio

O candidato mais rico, conforme declarado à Justiça Eleitoral, é Paulo Skaf. Ao Tribunal Regional Eleitoral, ele declarou possuir R$ 10,8 milhões. Como ele nunca disputou um cargo público, não há como fazer comparações com seu patrimônio atual.

Na declaração de Mercadante, que desde 2003 ocupa uma cadeira no Senado, houve queda de 42% entre o valor declarado nas eleições de 2002 e a documentação apresentada ontem. O valor já considera a inflação do período, medida pelo IPCA.

Os R$ 460,9 mil declarados ontem contêm os mesmos imóveis apresentados em 2002. A diferença está nos valores aplicados em conta-corrente, cadernetas de poupança e fundos de investimentos.

Favorito na disputa, Geraldo Alckmin declarou possuir bens num valor total de R$ 940,8 mil. Na comparação com as eleições de 2006, quando disputou a Presidência da República, o patrimônio de Alckmin cresceu 3,1% acima da inflação no período, medida pelo IPCA.