10 de julho de 2026
Internacional

Na Polônia, vitória apertada de liberal gera temor sobre o futuro de reformas


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Varsóvia - A vitória do liberal pró-União Europeia Bronislaw Komorowski na eleição presidencial de anteontem na Polônia foi ofuscada ontem pelas dúvidas sobre a habilidade do governo de levar adiante reformas impopulares, mas tidas como necessárias ao país.

Segundo dados oficiais, Komorowski, do partido Plataforma Cívica, recebeu no segundo turno 53% dos votos, contra 47% de Jaroslaw Kaczynski, irmão do presidente Lech Kaczynski, morto em um acidente aéreo em abril.

No entanto, analistas apontaram que a pequena margem de vitória possa fazer com que o premiê Donald Tusk - do mesmo partido de Komorowski - fique cauteloso em relação a essas reformas antes das eleições parlamentares, previstas para 2011.

Tusk enfrenta elevados deficits orçamentário e público, um sistema de saúde público em desordem e uma previdência ineficiente.

Na Polônia, é de responsabilidade do premiê definir as políticas, mas o presidente pode propor e vetar leis. Ele também exerce influência em questões de política externa e nomeia importantes funcionários do governo.

Na noite de ontem, Tusk prometeu levar adiante seus planos de reduzir os gastos públicos.

Maior país ex-comunista integrante da União Europeia, a Polônia foi a única das 27 nações do bloco a não entrar em recessão no ano passado, mas uma redução do ritmo econômico elevou o deficit orçamentário polonês a 7% do PIB.

Reformas

Apesar da vitória de Donald Tusk o resultado apertado põe em xeque a capacidade do governo para realizar reformas impopulares antes da eleição parlamentar de 2011.

O bom desempenho do seu rival conservador Jaroslaw Kaczynski surpreendeu os analistas.

Analistas dizem que o acirramento da disputa, a iminência de uma eleição local e um pleito parlamentar previsto para 2011 podem fazer com que Tusk seja mais cauteloso na adoção de medidas impopulares.

O banco de investimentos Goldman Sachs disse em nota a seus clientes que a vitória de Komorowski foi “positiva para o mercado.” “Entretanto, essas reformas parecem cada vez mais improváveis de acontecerem rapidamente, já que as eleições locais e parlamentares estão se aproximando.”

A Polônia enfrenta problemas de déficit, dívida pública e previdência, além de uma crise na saúde pública. Pelo sistema político do país, o presidente pode propor e vetar leis, tem influência sobre a política externa e nomeia ocupantes de cargos importantes.

Kaczynski, que segundo o resultado oficial teve 47 por cento dos votos, tentava suceder ao seu irmão gêmeo, Lech, que morreu em abril num acidente aéreo na Rússia. Como presidente, Lech Kaczynski vetou algumas iniciativas de Tusk.