11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bovespa sobe 1,97%, apesar da desaceleração em Nova York; dólar avança e vai a R$ 1,782


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O otimismo do presidente do Reserve Bank of Australia (RBA, o banco central do país), Glenn Stevens, em relação ao crescimento de países da Ásia e da América Latina serviu de pretexto ontem para que as bolsas no mundo entrassem em um rali de alta no período da manhã.

O mercado acionário europeu fechou na hora do almoço ainda exibindo altas expressivas. Mas o efeito das palavras positivas de Stevens se dissipou no início da tarde, com as bolsas nos EUA desacelerando e fechando com leves altas. Ibovespa sentiu a mudança de humor em Nova York, desacelerou, mas conseguiu manter-se à frente das bolsas americanas, sustentado pelo bom desempenho de Petrobras e ações dos setores de siderurgia, de construção e bancário. “O otimismo do banco central australiano não era algo assim tão sólido para sustentar o mercado”, avalia Felipe Casotti, gestor de renda variável da Máxima Asset.

Para analistas, a alta da manhã refletiu a ansiedade dos investidores por reverter as quedas recentes - o Dow Jones vinha em baixa há sete sessões - na volta do feriado americano de 4 de julho (Dia da Independência), comemorado anteontem, num movimento de caça às pechinchas. Segundo um analista de uma corretora, a desaceleração à tarde revelou que o mercado “caiu na real” de que o otimismo australiano não era “tão relevante mesmo” e voltou a focalizar a perspectiva fraca de recuperação da economia global. Se de manhã Nova York ignorou o dado econômico negativo doméstico sobre o índice de atividade do setor não industrial, à tarde o reavaliou. O ISM de atividade do setor não industrial dos EUA caiu a 53,8 em junho, de 55,4 em maio. O resultado veio pior do que a estimativa dos analistas, que era de queda para 54,9. E, diante da forte alta nos pregões do dia, ocorreram então movimentos de realização de lucros.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,45%

Ganho líquido/30 dias: 0,69%

Pela taxa média de 10,45% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,87% e líquido de 0,69%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,36% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,70% e líquida de 0,56%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: alta de 1,97%

Volume: R$ 5,60 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia de ontem com uma alta de 1,97%, aos 62.064,75 pontos e com um giro financeiro de R$ 5,60 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 0,59% e o índice Nasdaq terminou a terça-feira com uma valorização de 0,10%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 72,00

Variação: alta de 0,70%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou a terça-feira negociado a R$ 72,00, com uma valorização de 0,70% em comparação com o fechamento de anteontem.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de NY, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,192,87, apresentando queda de 1,18% às 17h58 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,782

Variação: alta de 0,28%

O dólar comercial encerrou o dia de ontem com uma valorização de 0,28%, valendo R$ 1,780 na compra e R$ 1,782 na venda. O dólar paralelo recuou 0,50%, negociado a R$ 1,850 para a compra e a R$ 1,980 para a venda. Já o dólar turismo recuou 0,68%, cotado a R$ 1,723 na compra e a R$ 1,890 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em agosto fecharam a R$ 1,789,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,08% às 17h54. O Índice Bovespa Futuro subiu 1,94% aos 62.700, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 11,32% e 11,94%, respectivamente.