09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador: Pescaria de garrafa


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Hoje me encontro aposentado, mas quando ainda em atividades profissionais (bancário), fui gerenciar uma agência em Presidente Epitácio, onde residi mais ou menos um ano (1988). Lá, fiz um amigo que era pescador profissional, senhor Otacilio, pessoa íntegra, que conhecia o Paranazão naquela região como poucos.

Um certo fim de semana, fomos ele, eu e meus três filhos, na época com 15 anos (dois gêmeos) e o mais velho com 18 anos, numa ilha chamada Brasimac, onde senhor Otacilio pegava peixes para vender em Epitácio. Saímos de Epitácio sábado, mais ou menos 7h. Após uns 40 minutos descendo o Paranazão, chegamos ao local, para só voltar no dia seguinte à tarde (domingo). Por infelicidade, o domingo amanheceu muito frio e nós não tínhamos levado agasalhos suficientes. Resolvemos então, sair de volta para Epitácio umas 7h, e nessa hora caia uma garoa fina e gelada.

O retorno (rio acima), foi sofrido pelo frio, vento e água gelada que respingava em nós. Eu já estava em pânico, pois tenho alergia a frio e já tremia em função disso. Após navegarmos muito, numa região vimos muitos pescadores pescando de barranco. Daí uns instantes, vi um objeto boiando n’água e pedi ao senhor Otacílio, que estava pilotando, que fôssemos ver o que era. Chegando perto, verifiquei que era uma garrafa térmica bem fechada. Apanhei e ao abri-la verifiquei que estava quase cheia de café, que por sinal estava pra lá de quente.

Sem titubear, tomamos o cafezinho que ajudou a aquecer um pouco, até chegarmos em Epitácio. Naturalmente, algum daquele pescador que estava no barranco, por um descuido deixou a garrafa cair n’água.

Durval Tenorio Cavalcanti