08 de julho de 2026
Geral

USP instala armadilhas para Aedes

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Com o objetivo de diminuir a incidência do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, a Coordenadoria do campus de Bauru da Universidade de São Paulo (USP) instalou três armadilhas para capturar e estudar as várias espécies de mosquitos que habitam o campus. A iniciativa partiu da Coordenadoria da Capital e da Faculdade de Saúde Pública da USP para detectar as áreas de maior incidência e a proporção do mosquito transmissor da dengue em relação a outras espécies.

De acordo com Paulo Roberto da Silva, responsável pelas ações de monitoramento do campus de Bauru, o estudo já começou e deve receber mais três recipientes iguais aos que já estão sendo utilizados para aprimorar a pesquisa. “Nós recebemos a orientação do pessoal de São Paulo e posicionamos os três recipientes em locais propícios. Mais três armadilhas dessas devem chegar nos próximos dias”.

A armadilha consiste em um recipiente com forma semelhante a de um botijão de gás pequeno, que possui uma abertura na parte superior por onde o mosquito entra. O inseto é atraído por um feromônio colocado dentro do objeto, que também tem um pequeno reservatório de água.

Ele entra por um tubo e não consegue mais sair. É possível a visualização dos mosquitos dentro do recipiente, pois a parede da armadilha é semelhante a uma telha com vários furos muito pequenos.

Os mosquitos que entrarem na armadilha serão encaminhados para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bauru para serem feitas análises sobre os locais que esses insetos escolhem como possíveis paradeiros”, explicou Paulo Roberto da Silva.

Para Paulo, o estudo é importante porque o aquecimento global influencia muito na multiplicação desses insetos. “A dengue está em estado alarmante não só em Bauru, mas em várias cidades do Estado. O aquecimento global pode levar esse agravante a uma grande pandemia”, afirmou.

Além das armadilhas e estudos com os mosquitos capturados, profissionais da universidade foram também orientados pela Faculdade de Saúde Pública da USP para repassar dicas de como evitar a proliferação da dengue e diminuir a incidência de casos na cidade.

Para isso, serão ministradas palestras de orientação ao público interno da instituição e também serão distribuídos cartazes e folhetos informativos contendo dicas objetivas de prevenção. Um mutirão formado por servidores realizará semanalmente uma varredura para investigar possíveis criadouros do Aedes aegypti.

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Últimos casos

No último dia 2, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou o registro de mais oito casos de dengue em Bauru. Dessa forma, a cidade totaliza até o momento 604 casos, sendo 582 autóctones - adquiridos no próprio município - e 47 importados de outras cidades.

Os principais sintomas da doença são febre, dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjoos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal, entre outros (leia mais no quadro ao lado).

A fêmea do Aedes aegypti é quem se alimenta de sangue e transmite a doença, além de depositar as larvas em locais úmidos como vasos de plantas com água parada, caixas d’água abertas e pneus e garrafas expostos à chuva que possam servir de paradeiros.

A secretaria alerta a todos aqueles que apresentarem febre acompanhada de pelo menos mais dois outros sintomas relacionados, que procurem a Unidade Básica mais próxima de sua residência para receber o atendimento adequado.