• Trabalho de espião
Teve gente que foi ao almoço da comitiva de Dilma Rousseff (PT) ontem para servir como espião. Quem escolheu o “espião” teve o cuidado de buscar alguém “menos suspeito”, como um integrante de uma entidade de classe e um representante de associação de moradores. Ficou claro que o trabalho era identificar possíveis traidores ligados à candidatura de José Serra.
• Traidor de 2º escalão
O problema da estratégia de buscar espião sem levantar suspeita foi o de torcer para que o “agente” menos conhecido tivesse amplo conhecimento sobre quem é quem na cidade e na região. Tinha militante tucano com gente da prefeitura, demista de cidade da região animado em uma mesa... Será que o espião conhecia todos os simpatizantes de Dilma?
• Turma da barriga cheia
O almoço com Dilma foi concorrido, mas como a agenda de campanha na cidade esticou, muita gente não teve paciência de esperar o discurso da candidata petista. Muitas mesas estavam vazias quando ela discursou. O pessoal alimentou o físico e não esperou nem a sobremesa.
• Caminhada concorrida
Como em toda campanha presidencial, a militância dos partidos afinados com o PT compareceu em peso ao Calçadão, no final da tarde, para acompanhar Dilma, Michel Temer, Aloizio Mercadante, Netinho de Paula e Marta Suplicy em caminhada. No meio das bandeiras, o que se viu foi muito servidor público, de diferentes segmentos.
• Presença institucional
Embora eleito prefeito pelo PMDB e tendo a vice em aliança com o PT, o prefeito Rodrigo Agostinho repetiu para alguns convidados, por mais de uma vez, que a presença dele no ato de campanha de Dilma Rousseff era “institucional”. Sendo assim, Agostinho deve preparar sua agenda para estar presente nas visitas de outros candidatos, sejam de que partidos forem. Terá de ser anfitrião de todos, já que seu voto ele não revela mesmo.
• TCE analisa “ordens”
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) está avaliando se é legal prefeituras emitirem ordens de serviço para obras bancadas por recursos estaduais nesta fase, a menos de três meses da eleição. Embora os recursos, como da praça paradesportiva, tenham sido enviados a Bauru, por exemplo, antes deste prazo, o TCE analisa se não há impedimento de sua utilização para contratos ainda não assinados.
• “Tese anti-cochilo”
Tomara que a tese não prospere. Porque se assim for a praça paradesportiva não poderia sair. A homologação da empresa vencedora da licitação saiu somente ontem. Em âmbito federal, Bauru também tem verbas e programas financiados pendentes. A barragem da Água do Sobrado aguarda licitação e até os 53 telecentros da Cultura têm prazo para serem instalados. Aliás, uma parte dos telecentros tem de sair em até 15 dias.
• Vale uma bíblia...
Na corrida eleitoral vale tudo. Com o objetivo de aumentar seus seguidores no Twitter, Primo Mangialardo, candidato a deputado estadual pelo PSC, prometeu sortear uma bíblia ao atingir uma centena de “amigos” no microblog. Até o início da noite de ontem, ele tinha completado metade do objetivo...