09 de julho de 2026
Esportes

Copa 2010: Del Bosque descarta mudar time na decisão


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O técnico da seleção espanhola, Vicente Del Bosque, descartou surpresas na escalação para a decisão da Copa do Mundo, contra a Holanda, no domingo, em Johannesburgo. Ele participou ontem de um chat com os leitores do jornal “El País”. “A ideia é continuar com o nosso jogo, a nossa boa organização e, dessa forma, a qualidade individual pode ser decisiva. Mantivemos um grupo de jogadores nesses seis jogos anteriores e não acredito que haverá alterações”, declarou o treinador.

Del Bosque não confirmou, porém, se o atacante Fernando Torres permanecerá no banco de reservas. Criticado pelo fraco desempenho no Mundial, o jogador acabou perdendo a condição de titular na semifinal contra a Alemanha, ontem. Pedro, seu substituto, teve uma atuação elogiada, apesar de desperdiçar uma clara oportunidade de gol quase no final da partida.

O treinador também analisou as virtudes do adversário da final. Segundo ele, a Holanda não se resume apenas aos meias Robben e Sneijder. “Eles não são apenas Sneijder e Robben. Tem o Kuyt, o Van Persie. Mas se defendermos como contra Portugal e Alemanha, poderemos vencer”, analisou.

Del Bosque rejeitou ainda a condição de favorito para o duelo. “Eu não acho que somos favoritos. A Holanda vem fazendo uma excelente Copa do Mundo. Basta lembrar que venceram o Brasil, que não pode ser considerado um adversário fácil”, afirmou. Após a vitória de anteontem sobre a Alemanha, em Durban, a delegação espanhola retornou ontem de manhã para a cidade de Potchefstroom, local onde está concentrada desde o início do Mundial. Apenas os jogadores reservas treinaram ontem.

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Casillas elogia seleção

A Espanha derrubou na semifinal a grande sensação da Copa do Mundo. A atual campeã da Europa foi superior diante da Alemanha e assegurou a vaga para brigar pelo título contra a Holanda. Capitão da Fúria, o goleiro Casillas viu méritos em sua equipe no triunfo por 1 a 0. “Estou muito contente, conseguimos alcançar o último jogo da competição. Fomos superiores, criamos as ocasiões mais perigosas. A Alemanha só atacou através de bolas paradas”, disse o arqueiro do Real Madrid.

Para a Espanha, alcançar a decisão do Mundial da África do Sul tem um gosto de superação. Afinal, o país sofreu na fase de grupos por causa do tropeço contra a Suíça. A classificação às oitavas de final veio apenas na rodada decisiva da chave, diante do Chile. “É o momento de desfrutarmos a nossa conquista. Temos que dar importância a este importante momento”, reforçou o camisa 1.

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‘Eu quero mais’, diz Iniesta

No domingo, a Espanha terá a chance de levantar pela primeira vez a taça da competição e promete todo o tipo de esforço para derrotar a Holanda, no estádio Soccer City, em Johanesburgo. “Sempre quero mais, espero que o time consiga alcançar esse sonho. Sabemos que já há um sentimento de alegria entre os torcedores, mas esperamos que a sensação seja ainda melhor no domingo”, afirmou o meio-campista Iniesta.

Ao vencer na semifinal a Alemanha, considerada a sensação do Mundial, a Espanha agregou ainda mais confiança. “Sem dúvida, foi a nossa melhor partida na competição”, exaltou o zagueiro Piqué. Na visão do defensor do Barcelona, a Fúria demonstrou maturidade mesmo nos momentos mais difíceis do confronto. Em desvantagem, a Alemanha partiu com tudo para o ataque nos momentos finais. “Foi uma partida difícil, especialmente nos dez minutos finais, a Alemanha apertou muito. Mas tivemos uma importante conquista e agora podemos pensar na Holanda”, ressaltou Piqué.

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Holandês admite superioridade espanhola

O técnico da seleção holandesa, Bert van Marwijk, afirmou ontem que a Espanha, adversária de domingo na decisão da Copa do Mundo, tem o “melhor futebol dos últimos anos” e é a favorita para ficar com o título. No entanto, o treinador disse não temer o adversário. “Quando eu digo que tenho muito respeito por esta equipe, não quero dizer que tenho medo. Esta final é um tremendo desafio, é o jogo de nossas vidas, mas estamos muito confiantes”, disse o técnico, em entrevista coletiva em Johannesburgo.

“Nos últimos anos eles são a melhor equipe do mundo, pois jogam bem com a bola e sem ela. Me agrada seu estilo de jogo, mas não quero falar como nós vamos jogar no domingo. Mas jogaremos por todos na Holanda”, completou. Apesar do clima de confiança, Bert van Marwijk criticou o preciosismo de seus jogadores em algumas partidas. Segundo ele, a equipe poderia ter vencido mais facilmente alguns dos adversários, se não pecasse tanto na hora da finalização. O técnico citou como exemplos as vitórias sobre o Uruguai (3 a 2), pelas semifinais, e contra o Brasil (2 a 1), pelas quartas de final.

Os holandeses são uma seleção mais experiente em finais do que a Espanha, já que perderam dois títulos, em 1974 (para Alemanha) e 1978 (para Argentina), com o time que se consagrou como “Laranja Mecânica” e que contava com o craque Johan Cruyff e do técnico Rinus Michels. “A diferença com o primeiro caso são 36 anos e o segundo caso são 32 anos. Não tem como comparar. Claro que essas equipes serviram de inspiração, mas é algo que ocorreu há muito tempo”, desconversou van Marwijk.

Os jogadores holandeses ganharam ontem mais um dia de folga como prêmio pela classificação para a decisão. Ontem, os atletas puderam receber suas esposas e namoradas no hotel em que estão hospedados. A seleção só volta a treinar hoje de manhã. No sábado, os holandeses planejam o último treino antes da partida contra a Espanha. O trabalho deve acontecer no local do jogo, o estádio Soccer City, em Johanesburgo.

‘Irmão’ catalão

“Curiosamente o estilo de jogo da Espanha é o do Barcelona, que tem origens holandesas”, lembrou o técnico da Holanda, lembrando que a equipe da Fúria tem sete titulares da equipe Azul-grená (Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, Iniesta, Pedro e Villa).

A ligação entre o Barça e o futebol holandês é estreita. O ídolo Johan Cruyff foi jogador e treinador da equipe. Rinus Michels e Frank Rijkaard também comandaram o time catalão. Além deles, Edgar Davids, Philipp Cocu, Frank de Boer, Michael Reiziger, Patrick Kluivert, Marc Overmars e Gio van Bronckhorst passaram pelo Camp Nou.

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Inglês Howard Webb apitará final

A Fifa anunciou ontem a escolha do inglês Howard Webb para apitar a final da Copa do Mundo, no próximo domingo, em partida entre Holanda e Espanha, às 15h30 (horário de Brasília), no estádio Soccer City, em Johanesburgo. O árbitro de 38 anos esteve presente em três partidas nesta Copa. Ele apitou a surpreendente vitória da Suíça sobre a Espanha por 1 a 0, na primeira rodada; arbitrou a não menos histórica vitória da Eslováquia sobre a Itália, por 3 a 2, na terceira rodada; e também foi o juiz da vitória do Brasil sobre o Chile, nas oitavas de final, por 3 a 0.

Apitando internacionalmente desde 2005, Webb traz boas lembranças para a Espanha. Ele foi o juiz da vitória da Fúria sobre a Alemanha na final da Eurocopa de 2008, título que ajudou o time hispânico a se tornar um dos favoritos para esta Copa.

Terceiro lugar

No sábado, às 15h30 (de Brasília), quem irá mediar o embate entre Alemanha e Uruguai será o mexicano Benito Archundia, que apitou o empate sem gols entre Brasil e Portugal, ainda na primeira fase. Ele será auxiliado pelo canadense Hector Vergara e o mexicano Marvin Torrentera.