Belo Horizonte - O goleiro Bruno Fernandes se negou ontem a dar declarações à Polícia Civil de Minas, que investiga o desaparecimento de Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do jogador. Bruno, 25 anos, é suspeito de ser mandante do crime e de ter presenciado a morte. Também se calaram Luiz Henrique Romão, o Macarrão (funcionário de Bruno e suspeito de participação), e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola ou Paulista, suspeito de matar Eliza e ocultar o corpo.
Os três também se recusaram a colher amostras de DNA para que a polícia cheque de quem é o sangue masculino encontrado no veículo Range Rover de Bruno. No carro foi confirmada a presença do sangue de Eliza. Eles se valem do direito, previsto em lei, de não dar prova contra si mesmo. Bruno e Macarrão já haviam ficado em silêncio ao depor no Rio, onde foram presos. Eles foram levados para Minas na noite de ontem. Bola foi detido ontem, em Belo Horizonte.
Mesmo sem depor, o trio passou quase seis horas no Departamento de Investigações. Bruno, Macarrão e Bola usavam uniformes de cadeia e estavam algemados. Eles estão em uma penitenciária de segurança máxima em Contagem (MG). O delegado Edson Moreira, que comanda as investigações, mostrou que a polícia espera vencer Bruno e os envolvidos pelo cansaço.
“Temos 30 dias [prorrogáveis por mais 30] para tentar dissuadir’’, disse. Os presos serão levados de novo à delegacia na segunda-feira.
Ontem, a polícia continuou, sem sucesso, as buscas no sítio de Esmeraldas (MG), onde o corpo de Eliza pode ter sido deixado. A polícia recebeu para perícia o computador de Eliza. Também serão analisados EcoSport, que pode ter sido usado para levá-la para o local do crime, e carro de Bola em que foram achadas marcas que podem ser sangue.