08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Era uma vez...


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Ainda garoto em uma cidade no interior do Paraná, meu velho pai, comerciante forte, respeitado pelo fio de bigode, homem sério e honesto. Um dia me disse: - filho, esse Banco do Brasil onde estamos indo é muito bom, se algum dia for trabalhar, trabalhe com ele. Aquilo ficou em minha mente gravado. Recordo como se fosse hoje. Bom..., os anos se passaram, hoje eu sou o velho e já avô, logicamente o tempo passou e meu pai também já se foi. Nesses dias tenho ido ao Banco do Brasil que meu pai havia dito há muitas décadas atrás. Pois sou cliente dele. Interessante: eu não sei se meu pai mentiu ou quis dizer metaforicamente sobre o banco, que se tratava de um bom banco. Pasmem, senhores, o banco não consegue tomar conta de suas próprias pernas e adquiriu outro - Nossa Caixa - deixando algumas centenas de milhares de pessoas à deriva. Eu não tenho certeza.... se o banco é que é ruim ou se seus dirigentes não tem competência.

As filas são gigantescas, o sistema não funciona, os funcionários estão mais perdidos que cachorro quando cai da mudança. Até os caixas eletrônicos são incompetentes, pois para operá-los você tem que memorizar um grupo de senhas e vários dígitos. Sinto pena daquelas pessoas mais simples que não dominam muito bem o sistema digital. Chega a dar dó. Primeiramente ele no canto observa as pessoas digitalizando, quando é a sua vez, ele vai com calma, pois o caixa eletrônico parece que vai mordê-lo. Ele se aproxima devagarzinho e com medo e olha para os lados para ver se está sendo observado.

Os bancários, aqueles que não ficam na diretoria, aqueles que ficam no caixa ou no atendimento ao público, nos olham e não conseguem explicar o que está acontecendo. Dias desse fui ao banco e o caixa disse: - não tem dinheiro... No primeiro momento sorri, pois o cheque de saque era de R$ 1.000,00, mas juro não havia dinheiro de fato. Estou falando da agência do Banco do Brasil Nossa Caixa que fica no câmpus da Unesp.

Cara, lá está uma piada. Pessoas idosas irritadas, jovens com vontade de chutar o caixa eletrônico, que não corresponde. Virou o banco do Samba do Crioulo Doido. Interessante também é o Estado de São Paulo vender seu banco para a Federação. Poxa, o que esses mandatários estão fazendo? Mas uma vez - pasmem, o maior Estado do País, São Paulo, não tem seu Banco. Rifaram todos. Estou falando do Banco do Brasil, que comprou... a Nossa Caixa.

Luiz Teixeira