08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Nove de julho


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Julho é o mês das grandes revoluções por ideais de democracia, liberdade, fraternidade e outros ideais sempre almejados por cidadãos de bem afim de que todos possam viver num mundo mais justo onde o povo pode ser soberano. No dia 14 de julho de 1789 os franceses invadiram a infama prisão de Bastilha, o grande símbolo da opressão, em consequência os poderes ditatoriais do rei Luis XVI foram abolidos e o povo francês alcançou a tão desejada de-mocracia.

No dia 4 de julho de 1776 aconteceu a maior de todas as revoluções pela liberdade quando os Estados Unidos tornou-se um país livre, resultando na maior democracia que o mundo jamais presenciou. George Washington o primeiro presidente dos Estados Unidos, até hoje é conhecido por ter sido um homem de tamanha integridade que desde uma tenra idade ter tido o maior respeito pela verdade, sendo incapaz em toda a sua vida de usar a mentira para alcançar qualquer que fosse a recompensa. A constituição dos Estados Unidos proclamada nessa época, e em vigor até hoje, estipulava quatro anos de mandato ao presidente com a possibilidade de reeleição por mais um termo. Washington foi um presidente tão popular que os representantes do povo ofereceram a ele a oportunidade de se eleger pela terceira vez, foram recriminados e Washington disse que jamais iria criar um precedente negativo de desobediência à Constituição. Hoje os Estados Unidos pode se orgulhar de nunca ter tido um ditador em poder.

No Brasil tivemos a revolução de nove de julho, liderada por este grande Estado de São Paulo para que o nosso querido país não ficasse sem uma Constituição., sob o jugo do ditador populista Getúlio Vargas. O Exército e outras forças armadas prestaram uma homenagem belíssima aqueles que defenderam os mais altos ideais da nação brasileira em 1932 e o Tenente Coronel José Humberto Nardo num magnífico discurso comoveu a todos presente ao lembrar o patriotismo dos bravos revolucionários paulistas nessa data tão importante para a história desta grande nação.

Meu pai, Durval Guedes de Azevedo, de quem eu me orgulho muito, e meus tios marcharam para lutar pelos ideais de uma verdadeira democracia, sofreram, enfrentaram fome e o constante risco de perder suas vidas e muitos de seus companheiros realmente perderam a vida. Infelizmente, diferente da França e dos Estados Unidos, a mentira de que São Paulo queria se separar do país porque era dominado por italianos seduziu políticos corruptos que traíram os ideais republicanos de São Paulo. Enfrentamos sozinhos contra as forças retrógradas da ditadura, da corrupção e da mentira, perdemos militarmente, mas o exemplo desses mártires sempre estará presente no coração de todos e deverá sempre servir de inspiração aqueles que amam profundamente esta grande pátria e, mais ainda, sempre repudiaremos todos aqueles que abusam do poder em causa própria, que se unem a corrupção e corroem nossas instituições em detrimento do bem comum.

Professor Benedito S. Guedes de Azevedo