11 de julho de 2026
Nacional

Avó materna diz que alertou o neto Bruno sobre más companhias


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Salvador - O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes tem parte da sua família residindo de forma simples e pacata no Estado da Bahia, mais precisamente na pequena cidade de Alcobarças, onde vivem sua avó materna, a aposentada Luceli Alves de Souza, de 65 anos, e mais dois meio-irmãos do goleiro, de 11 e 13 anos.

Dona Luceli disse à reportagem que chegou a alertar o seu neto mais velho sobre as “más companhias” em sua casa, quando esteve no Rio de Janeiro, há dois anos, visitando Bruno.

“Ele me prometeu que os mandaria embora, mas depois eles voltaram e deu no que deu”, lamentou a avó, que chegou a chorar na frente dos jornalistas.

A exposição do nome do jogador no assassinato da ex-amante Eliza Samudio, de 25 anos, acabou com a tranquilidade de toda a sua família na Bahia.

Humilhação na escola

A avó Luceli Alves de Souza passou a temer pela segurança dos netos, que já chegaram a sofrer constrangimentos de seus colegas na escola.

Um amigo da família, o empresário Arnoldo Afonso Isaac, conta que os meninos eram chamados de “irmãos de assassino”, entre outras brincadeiras de mau gosto na escola.

O fato requereu, inclusive, uma intervenção imediata e severa por parte da direção da escola.

“São pessoas muito simples, que estão assustadas com toda essa repercussão do caso. Eles levam uma vida completamente diferente da de Bruno. Os meninos são crianças boas e bem educadas, dentro do padrão que a pouca aposentadoria da avó lhes permite dar”, ponderou o empresário Isaac.

De acordo com Maria da Pena Silva Souza, diretora do Centro Educacional de Alcobaça, os garotos foram chamados pelos colegas de “assassinos” e “irmãos de assassino” durante uma semana inteira.

“Precisei conversar com todos os alunos da escola, passar de sala em sala para acabar com essas piadas de mau gosto. Eles não têm culpa nenhuma do que aconteceu. São apenas crianças”, afirmou Souza.

Segundo a diretora, os garotos não deixaram de ir às aulas nenhum dia, apesar de estarem tristes com a situação do irmão.

A diretora também ameaçou acionar o Conselho Tutelar do município caso as chacotas dos outros estudantes continuem.

Para o Carlos Lindemberg, coordenador pedagógico da escola, as crianças que fizeram as brincadeiras de mau gosto com os irmãos do goleiro “não têm maldade” no coração.

“Elas relacionaram as informações que estão 24 horas na mídia com o parentesco dos garotos. Mas depois de conversarmos com todos sobre solidariedade e proteção, eles entenderam e as piadas acabaram”, disse o pedagogo.