08 de julho de 2026
Internacional

Mortos em ataque suicida chegam a 102


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Islamabad - O número de mortos pelo ataque suicida ocorrido ontem no Paquistão subiu para pelo menos 102 ontem. O movimento Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), que reúne várias facções talebans do país asiático, assumiu a autoria do ataque na região de Mohmand, perto da fronteira com o Afeganistão.

De acordo com o TTP, o ataque foi dirigido contra a administração política por que ela tinha convocado uma “jirga” ou conselho de paz “antitaleban”, segundo a imprensa paquistanesa.

O atentado foi o que deixou mais mortos no país desde um ataque a um supermercado em outubro, que matou 105.

Cinco crianças, entre 5 e 10 anos, e muitas mulheres estão entre os mortos. O índice de vítimas subiu, ontem, depois que as equipes de resgate que trabalharam durante a noite encontraram mais corpos.

“Nós recuperamos mais corpos dos destroços de dezenas de lojas que foram derrubadas pela explosão e o número de mortos subiu para 102”, disse Rasool Khan, agente político em Mohmand. Outras cerca de 80 pessoas ficaram feridas.

O homem-bomba explodiu na frente do escritório de Khan. Além disso, relatórios dão conta de que uma bomba em um carro foi a fonte de uma possível segunda explosão.

As forças de segurança paquistanesas lançaram, em meados de 2008, uma grande operação contra a insurgência taleban em Mohmand, mas desde então continuaram havendo fatos violentos frequentemente.

Insurgentes

Pelo menos 20 insurgentes morreram durante as últimas 24 horas em combates com as forças de segurança paquistanesas em uma região tribal fronteiriça com o Afeganistão.

Os enfrentamentos ocorreram na demarcação do Waziristão do Sul, onde o Exército teria respondido ontem à noite a um ataque insurgente lançado contra um posto de controle e matou 20 fundamentalistas, enquanto seis soldados ficaram feridos.

As forças de segurança lançaram recentemente uma operação em grande escala nesta região, que era considerada o reduto taleban do país e refúgio de membros da Al-aeda e outros grupos extremistas. O comando paquistanês assegurou nos últimos tempos que a zona foi “limpada” de fundamentalistas, mas os fatos violentos continuam acontecendo.

Cerca de 300 mil civis estão deslocados de seus lares por este conflito há meses, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).