09 de julho de 2026
Esportes

Copa 2010: Multidão ‘fecha’ Madri e recebe campeões


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A delegação espanhola, que superou a Holanda por 1 a 0 na final da Copa do Mundo da África do Sul, foi recebida por milhares de pessoas em Madri, ontem, menos de 24 horas após conquistar o título inédito. Os campeões desfilaram em carro aberto pelas ruas da capital acenando e mostrando o troféu de campeão, parando o trânsito por diversas vias da cidade, conforme informações da imprensa local. Segundo autoridades, foram mais de 100 mil torcedores, que comemoram desde anteontem o primeiro triunfo da equipe em Copas do Mundo.

Antes, porém, eles foram acomodados em um hotel perto do Aeroporto de Barajas para depois iniciar a jornada. A primeira parada foi no Palácio Real, às 12h45 de Brasília, onde a família real ofereceu uma recepção como início dos atos pelo título mundial. O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, e o técnico da Espanha, Vicente del Bosque, comandaram a comitiva, que foi em dois ônibus até o local.

Vestidos com camisas vermelhas e calças de cor azul marinho, todos os jogadores cumprimentaram os membros da família, como as pequenas princesas Sofia e Leonor, antes de ouvirem algumas palavras do rei Juan Carlos. Após a visita, a Fúria seguiu para o Palacio de la Moncloa, residência oficial do chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que também fez questão de pegar na taça. Em seguida, a equipe saiu de ônibus aberto pelas ruas de Madri até finalizar em Príncipe Pio.

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Joseph Blatter critica a

violência da partida final

Se antes da Copa do Mundo as atenções da Fifa estavam mais voltadas à organização da primeira edição do torneio no continente africano, outro assunto virou a preocupação da entidade ao término da competição: a arbitragem. No evento de encerramento do Mundial, ontem, em Johanesburgo, o presidente Joseph Blatter tratou de exaltar o fair play em campo, mas lamentou o excesso de faltas da decisão e não conseguiu conter as críticas aos árbitros.

“Alguns jogos foram muito bons e outros nem tanto, mas não vou fazer uma avaliação técnica. As estatísticas dos 60 jogos indicam que tivemos um nível alto de fair play, apesar de o encontro de ontem (domingo) não ter apresentado o jogo limpo como esperávamos”, admitiu ele.

O duelo entre Holanda e Espanha ficou marcado como a decisão com maior número de cartões amarelos na história das Copas (12, sem contar os dois que resultaram no vermelho de Heitinga). Mas as críticas vão além da dificuldade que o inglês Howard Webb exibiu para conter a violência na final. As falhas graves cometidas pelos árbitros durante todo o Mundial criaram um desconforto a Blatter, que recentemente pediu desculpas a mexicanos e ingleses por prejuízos na Copa.

“Entendo que me interroguem sobre arbitragem, mas temos que analisar o jogo e o aspecto humano. Isso é o futebol. Tomamos nota de todos os comentários, mas futebol é assim, temos que aceitar os erros de qualquer pessoa. Não acredito em perfeição neste mundo”, afirmou Blatter. Por outro lado, para contrapor os erros dos juízes, a Fifa ainda emitiu comunicado em que destacou o número de contusões por jogadas bruscas. De acordo com a entidade, 16% das lesões foram causadas por lances violentos, enquanto o número era de 40% na Alemanha.

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Polvo ‘vidente’ Paul

recebe cópia da Taça

Sensação internacional por ter acertado o resultado das partidas da Copa do Mundo, o polvo alemão Paul ficou frente a frente com uma cópia da Taça Fifa, ontem, um dia depois de a Espanha ter conquistado o torneio ao derrotar a Holanda na decisão, como já havia previsto o molusco.

O troféu foi levado ao aquário de Oberhausen, onde era realizado o método de previsão do polvo. Os funcionários do local colocavam duas caixas de acrílico com comida, cada uma com a bandeira respectiva das seleções que iriam se enfrentar na ocasião. A escolhida representava o vencedor do jogo.

Paul acertou o palpite das sete partidas da Alemanha no Mundial, inclusive as derrotas para Sérvia e Espanha. Com o sucesso, foi condicionado também a arriscar o campeão. Diante das caixas com bandeiras da Espanha e da Holanda, o polvo optou acertadamente pela seleção espanhola. Autor do único gol da partida, o espanhol Andrés Iniesta brincou sobre a fama de profeta do animal. “O polvo ficará muito popular na Espanha”, disse o jogador.

Antes mesmo de seus últimos acertos no Mundial, Paul era pretendido por empresários de uma cidade espanhola onde há uma tradicional festa do polvo. A proposta seria de cerca de R$ 67 mil. Apesar da fama, o molusco alemão, que tem dois anos e meio de vida, pode não deixar sucessores para 2014.