08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

NOSSA ADRIANA


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Nasci em uma pequena família. Sempre dizia: ah, como queria ter mais irmãos e, por conseqüência, mais sobrinhos, pois nas datas comemorativas nos reuniriamos e seria aquela festa. Ocorre que nem tudo é como queremos. Meu irmão não teve filhos, eu e minha irmã tivemos três meninas cada. Nossas filhas cresceram juntas. Foi muito bom. Só que o tempo passou e cada uma tinha seu trabalho, seus estudos, enfim, cada qual cuidava de sua vida. Mas o amor da família, o carinho, estava sempre presente. Agora, me falta uma sobrinha e uma filha para minha irmã. E que falta ela nos faz. Adriana, menina risonha, justa, tinha o trabalho como prioridade, depois da família. Quando se aproximava o Natal já me ligava: “Tia, vamos combinar quem faz o que, e vamos sortear o amigo secreto. Tô indo na sua casa”. E era assim também no dia das mães, aniversários, etc. Mas o curso da vida muda.

E está difícil acreditar que Deus tenha permitido o que aconteceu com a nossa Dri. Nesse momento, acho que todos vocês já sabem de quem se trata. Sim, falo da minha sobrinha Adriana Melanda, que foi arrancada brutalmente do nosso meio, fazendo com que nossa família se tornasse ainda menor. Só que menor em número e muito maior em amor e carinho, pois temos certeza que aonde a Dri estiver estará melhor do que nós, pois não estará convivendo com essas pessoas violentas, e estará recebendo fluidos de amor e carinho de sua mãe, irmãs, primas e todos que a amam, pois o verdadeiro amor nunca morre. Tenho muito mais a dizer sobre nossa Dri, mas o espaço é pequeno.

Em nome da minha irmã e minhas duas sobrinhas, agradecemos em especial ao delegado dr. Silberto Sevilha Martins e sua equipe, que prestou seus serviços com seriedade e retidão e, por que não dizer, com muita humanidade, na condução das investigações, pois como pai sabia exatamente o que estávamos passando. Muito obrigado à população de Bauru e até de cidades vizinhas pelo apoio, pelas orações, pois sei que foi feita uma cor-rente de positividade para que encontrássemos nossa Adriana.

Agradecemos também aos nosso amigos, conhecidos e até mesmos pessoas que nunca tivemos contato e, por fim, agradecemos à Justiça que cumpriu seu dever, embora nada trará a Dri de volta,. Muito obrigada e Deus abençoe a todos. Tia Dirce.

Dirce do Ó