09 de julho de 2026
Internacional

Uribe volta a acusar Hugo Chávez de apoiar as Farc


| Tempo de leitura: 1 min

Caracas - O governo Álvaro Uribe na Colômbia anunciou, ontem, que irá divulgar “evidências” de que ao menos quatro importantes chefes das Farc estão na Venezuela. As supostas provas não tinham sido apresentadas até ontem. No entanto, o presidente eleito do país, Juan Manuel Santos, um aliado de Uribe, afirmou, em Miami, que não tinha “nada a dizer” e reiterou que era necessário “iniciar diálogo” com Caracas para “resolver o problema”.

Denúncias de Bogotá têm sido recorrentes, mas recebem maior voltagem política agora. Santos, que toma posse em 7 de agosto, tenta uma reaproximação com a Venezuela de Hugo Chávez e com o Equador de Rafael Correa, países com os quais a Bogotá não mantém laços plenos.

Chávez disse nesta semana que pensa em ir à posse do colega colombiano e autorizou, na TV, o chanceler Nicolás Maduro a aceitar convites para reuniões da futura chanceler da Colômbia. Uribe, num aparente esforço de transferir ao próximo governo a tônica diplomática de seu mandato, tem afirmado que a reaproximação com Venezuela e Equador não pode ser “cosmética”.

Ontem, também os esforços Bogotá-Quito sofreram um golpe. O empresário Fabricio Correa, irmão do presidente equatoriano, disse que a Justiça do país não é isenta e persegue Santos por ordem de Quito. O colombiano já teve a prisão preventiva decretada por ser ministro da Defesa à época de uma ofensiva anti-Farc em território equatoriano.