09 de julho de 2026
Internacional

Explosões em mesquita no Irã matam 20


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Teerã - Pelo menos 21 pessoas morreram e 100 ficaram feridas ontem em dois atentados suicidas contra uma importante mesquita xiita em Zahedan, no sudeste do Irã. O grupo insurgente sunita Jundollah reivindicou a responsabilidade pelos ataques, informou a rede de TV Al Arabiya, com base em Dubai (Emirados Árabes).

Segundo a emissora, o grupo disse que a ação foi uma resposta à execução do líder do grupo, Abdulhamid Rigi, que foi condenado à forca pelo governo iraniano em junho. Em um e-mail enviado à rede de TV, o grupo informa que as explosões visavam atingir membros da Guarda Revolucionária na cidade de Zahedan.

O Jundollah diz defender os direitos da minoria sunita na região, contra a maioria xiita no Irã. Rigi foi executado após ser condenado por ataques contra civis, assaltos e uma campanha de desinformação contra o Irã. Seu irmão mais novo, Abdulhamid, foi executado em maio após ser capturado em 2008 no Paquistão e extraditado para o Irã. O grupo ganhou atenção há seis anos, depois que lançou uma campanha de sequestros e explosões que mataram dezenas.

Vários membros da Guarda Revolucionária, força de elite do regime islâmico, estão entre as vítimas. O grupo sunita Jundollah reivindicou a autoria dos ataques, dizendo em e-mail à TV Al Arabiyeh que realizou os ataques em retaliação pela execução do líder do grupo no Irã, Abdolmalek Rigi, em junho. Rigi foi enforcado após ser condenado pela realização de outros atentados. O Jundollah diz lutar pelos direitos da minoria sunita do Irã.

Ataques

Os dois ataques de ontem aconteceram perto da Grande Mesquita de Zahedan. O vice-ministro do Interior, Ali Abdollahi, disse à agência Fars que “vários guardas revolucionários foram mortos e feridos.” Outra agência, a Irna, informou que a segunda explosão foi tão forte que “partes de corpos foram espalhadas pela Grande Mesquita.”

Zahedan é a capital da província do Sistão-Baluchistão, que faz fronteira com o Paquistão. A região enfrenta graves problemas de segurança, com confrontos frequentes entre policiais e traficantes e outros bandidos.

Teerã diz que o Jundollah tem ligação com a Al-Qaeda, e no passado acusou Paquistão, Grã-Bretanha e Estados Unidos de prestarem apoio ao grupo a fim de criar instabilidade no sudeste do Irã. Os três países rejeitam as acusações.

Yadollah Javadi, oficial da Guarda Revolucionária, disse à Fars que “as confissões de Abdolmalek Rigi provam que a América, Israel e alguns países europeus estão diretamente envolvidos nos ataques.”

“Os inimigos do nosso país tentam criar conflitos entre xiitas e sunitas”, acrescentou. Em maio de 2009, um homem-bomba matou 30 pessoas e feriu mais de 120 numa mesquita de Zahedan. Além de Rigi, outros militares sunitas já foram enforcados pelo regime iraniano, o que provocou críticas do Ocidente e de grupos de direitos humanos.