09 de julho de 2026
Rural

Exportação de milho do Brasil ressurgirá no 2.º semestre


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As exportações de milho do Brasil, que acumularam queda de 40% no primeiro semestre ante o mesmo período de 2009, devem crescer com força na segunda metade do ano, permitindo que o país feche 2010 com embarques de ao menos 7 milhões de toneladas, segundo especialistas e fontes do mercado.

O Brasil, com exportações de 7,7 milhões de toneladas de milho em 2009, tem figurado nos últimos anos entre os três maiores exportadores globais, atrás dos EUA e Argentina.

Com seguidas safras superiores à demanda interna, que hoje absorve 85% da produção do cereal, o país tem conseguido gerar importantes excedentes exportáveis.

E em tempos de câmbio desfavorável para vendas externas, apenas programas do governo que subsidiam o frete do interior do país até os portos são capazes de impulsionar os embarques em 2010, assim como ocorreu em 2009, disseram as fontes.

“Já estamos tendo navios para milho... Para julho deve sair entre 300 e 500 mil toneladas. Em agosto com certeza vamos ter muito mais volume, os line-ups já mostram”, declarou um trader de uma multinacional que prefere ficar no anonimato.

Prêmio

Essas exportações ocorrerão, acrescentou a fonte, basicamente com o auxílio do PEP (Prêmio para o Escoamento do Produto), disputado por compradores do grão nos últimos leilões promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento.

Segundo a Conab, os leilões já realizados garantiram um prêmio médio de R$ 81,00 por tonelada aos compradores do grão que se comprometeram a pagar um preço estipulado pelo governo aos agricultores de várias regiões do país, garantindo assim aos produtores uma remuneração que cobre seus custos.

O total de contratos arrematados nas operações da Conab, até o momento, é para escoamento de 3,6 milhões de toneladas.

“Dos 3,6 milhões, acho que ao menos 1,5 milhão de toneladas já está fechado (negociado para exportação)”, acrescentou a fonte, lembrando que novos negócios estão sendo acordados e que o volume de transações deve crescer também com os novos leilões programados pela Conab.