09 de julho de 2026
Internacional

Fechamento de poço de petróleo é medida de curto prazo, diz Obama


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Washington - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse ontem que o selamento do poço de petróleo que vaza no golfo do México é uma medida de curto prazo. Obama acrescentou que, embora a notícia seja bem-vinda, ele está concentrado nas operações de longo prazo, que envolvem a perfuração de poços laterais adicionais.

Anteontem, a empresa petrolífera BP conseguiu fechar o poço no golfo pela primeira vez desde o início do vazamento de óleo, iniciado em abril, que se transformou no pior desastre ambiental dos Estados Unidos.

O principal objetivo da instalação da tampa é averiguar se não há vazamentos laterais na tubulação. Ao aumentar a pressão na tubulação do poço, fechando válvulas de maneira controlada, os funcionários da BP podem testar se existem vazamentos nos tubos sob o leito do mar.

Desde ontem os resultados têm sido positivos: o fechamento das válvulas resultou em aumento da pressão, o que indica que o óleo não está fluindo lateralmente, mas sim para cima.

Uma grande vantagem da tampa é que, mesmo que não segure todo o óleo no longo prazo, ela permite anexar outros tubos que podem bombear o petróleo da saída do poço, a 1.500 metros de profundidade no leito do mar, para navios-tanque, na superfície.

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Comitê investiga lobby da BP na libertação de terrorista

Washington - O Comitê de Relações Exteriores do Congresso dos Estados Unidos investiga se a gigante do petróleo British Petroleum (BP) fez lobby com o governo escocês pela libertação do líbio Abdel Basset Al Megrahi, condenado e preso pelo atentado de Lockerbie, para facilitar um acordo de US$ 900 milhões para exploração de petróleo com a Líbia.

O governo escocês e a BP negam qualquer acordo.

Megrahi foi o único condenado pelo ataque a bomba contra o voo 103 da Pan Am sobre Lockerbie, que deixou 270 mortos em 1988, a maioria americanos. Ele foi sentenciado à prisão perpétua por uma corte especial escocesa, em 2001.

A polêmica libertação de Megrahi foi decretada em agosto passado pelo governo escocês por motivos humanitários, já que ele teria um câncer de próstata em fase terminal - e no máximo três meses de vida. O ex-agente dos serviços secretos foi recebido como herói na Líbia. Em julho de 2010, professor Karol Sikora examinou Megrahi para o governo líbio e disse ao jornal “Sunday Times’’ que o líbio poderia viver mais dez anos.

Pouco após sua libertação, a BP pediu ao governo britânico que acelerasse a transferência porque a demora poderia trazer consequências negativas aos interesses comerciais britânicos.