08 de julho de 2026
RH & Tendências

Melhoria Contínua


| Tempo de leitura: 4 min

Área de investigação atrai alunos à química

Na cena do crime, um perito recolhe amostras de sangue e as manda para análise. Enquanto a resposta não vem, um profissional está em ação: o químico forense, que estuda o material coletado. Suas conclusões podem ajudar a elucidar o crime.

Essa imagem, que tanto inspira seriados de TV, é hoje um atrativo para ingressantes da carreira da química.

Fábio Ailton Lazaro, 23 anos, que acaba de se formar no Mackenzie, conta que sua curiosidade o atraiu para a profissão. “Quem faz química gosta da área investigativa, dessa coisa meio “CSI’ (seriado norte-americano em que um grupo de cientistas tenta desvendar crimes).’’

No meio da graduação, Lazaro se encantou de vez com a carreira ao perceber que “tem química em tudo’’. Ele focou seu interesse nas salas de aula e, hoje, ensina química no ensino médio.

E, se há química em tudo, a área de atuação do profissional também é vasta, diz Adriana Karla Amorim, coordenadora do curso na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - Campus Diadema. A professora ressalta, além do forense e das salas de aula, os setores da indústria, de controle e fiscalização e de consultoria.

Quem opta pela indústria pode atuar na produção de bebidas, tintas e automóveis, além de muitos outros produtos. Mais exemplos de atuação estão no site do Conselho Regional de Química (www.crq4.org.br).

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Melhoria contínua: Livrai-nos do mal

Tenho me perguntado há anos: por que poucas pessoas honestas entram em política? As razões são diversas, mas têm uma que acredito ser talvez a mais importante: de maneira geral, as pessoas do bem querem mais é se livrar do mal.

Não que política seja algo do mal. Não, ela só retrata o estágio moral em que nos encontramos. Sem sombra de dúvida, cada povo tem o governo que merece. Mas surge aí uma nova pergunta: por que querer se livrar do mal?

Na minha opinião tem a ver com a interpretação distorcida da oração “Pai nosso”. De todas as preces, é a mais completa, uma obra-prima de sublimidade e simplicidade. Consegue de forma resumida traduzir todos os deveres do Ser Humano para com Deus.

Entretanto, em razão dessa concisão, algumas das suas palavras são má interpretadas. Exemplo: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal” é traduzida como delegar para o Poder Superior a nossa proteção em relação aos males. Com isso, muita gente se acomoda e não se esforça em vencer o mal.

A correta interpretação deveria ser: “Senhor, dai-nos força para vencer as tentações que tentarão me tirar do caminho do bem”. Deve-se considerar, nessa linha de raciocínio, que somos Seres Humanos imperfeitos em evolução, que nossas imperfeições são brechas às más influências e que os nossos pensamentos atraem outros pensamentos similares.

Em outras palavras, na minha opinião, a alma não deve ser poupada. Temos de ter consciência que ela precisa de tentações para se fortificar. É na defesa que ocorre a consistência. É nesse esforço que se aprende a lidar com a adversidade. E são nessas justificativas que consigo elaborar respostas condizentes aos questionamentos “como verificar se sou realmente do bem e por que Deus nos colocou aqui na vida com tantas maldades ao redor?”.

Portanto, não basta pensar no bem, estudar o bem, falar no bem. Tem de praticar o bem. Sem a presença do mal, não tem como ocorrer esse tipo de prática.

Pare para pensar: nos foi dado tudo e principalmente a inteligência. Muita gente a mantém guardada sem sentido, possivelmente para utilizá-la após a morte. A inteligência deve ser exercitada, principalmente em circunstâncias em que o mal está presente.

Por outro lado, pare para refletir: se for ver bem, o mal não existe. O que existe é ausência do bem. Da mesma forma que não existe a escuridão, é apenas falta de luz, bem como não existe o frio e sim ausência de calor.

Meu desejo é que mais pessoas do bem, com vocação política, contribuam para elevar o baixo nível moral da classe política do país. A “lei da Ficha Limpa” já é resultado da inteligência do bem se manifestando no Congresso. Mas precisamos de muito mais. Não é verdade?

Davison de Lucas é diretor da M. Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante. Site www.mdavison.com.br. Telefone (14) 3234-6684.