11 de julho de 2026
Nacional

Eliza não aparece por vingança, diz advogado do goleiro Bruno

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - Para a defesa do goleiro Bruno Fernandes, 25 anos, acusado pela polícia do assassinato da ex-amante Eliza Samudio, 25 anos, a jovem está viva e, por vingança, não quer aparecer para mantê-lo preso. “Enquanto eu não verificar um atestado de óbito, enquanto não cotejar um exame de necropsia, essa moça está viva”, afirmou ontem à radio CBN o advogado Ércio Quaresma Firpe, que defende o jogador.

Questionado por que, então, Eliza - sumida desde o início de junho - ainda não apareceu, Quaresma disse que “a maior vingança que uma mulher pode fazer contra um homem” em qualquer tipo de situação é deixá-lo na “cadeia inocentemente”.

Para o advogado, nem mesmo o filho de 5 meses da garota, que está sob a guarda da avó materna em Campo Grande (MS), fará Eliza aparecer. “Essa moça é atriz pornô. Ela é profissional de sexo.”

Na investigação da Polícia Civil de MG, Bruno é suspeito de ter matado a ex-amante devido à insistência para que ele reconhecesse a paternidade da criança. A polícia se baseia sobretudo em depoimentos de dois primos do goleiro, relatando como ela foi sequestrada e assassinada.

Quaresma diz que o goleiro é inocente e desqualifica o inquérito da polícia mineira.

O defensor afirmou ainda, sem dar detalhes, que apresentou ontem a defesa de Bruno no processo judicial no Rio, no qual o jogador responde por sequestro e cárcere privado de Eliza. Os crimes ocorreram em outubro de 2009, segundo denúncia do Ministério Público do Estado.

Na época, a ex-amante do goleiro estava grávida de cinco meses e, por afirmar que Bruno era o pai do bebê, teria sido agredida pelo jogador e por seu amigo, Luiz Henrique Ferreira, o Macarrão. Eliza procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), mas o inquérito só foi concluído e virou processo judicial em junho, com a notícia de seu desaparecimento em Minas Gerais.

Ex-amante depõe

Ontem, a ex-amante do jogador, Fernanda Gomes Castro, 31 anos, prestou depoimento no Departamento de Investigações, em Belo Horizonte (MG). Fernanda permaneceu com a cabeça baixa e não respondeu as perguntas dos jornalistas.

A polícia mineira acredita que Fernanda é a loira que o adolescente J., primo de Bruno, disse ter tomado conta do bebê de Eliza no período em que a vítima e a criança foram mantidas em cárcere privado na casa do jogador no Recreio dos Bandeirantes, no Rio.