09 de julho de 2026
Nacional

BC reduz ritmo do aperto monetário

Folhapress
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Brasília - Pressionado pela divulgação de indicadores que apontam a desaceleração da economia brasileira, o Banco Central (BC) decidiu reduzir o ritmo de aumento da taxa básica de juros. O Comitê de Política Monetária do BC (Copom) elevou os juros de 10,25% para 10,75% ao ano.

A intensidade do aumento foi menor que a realizada nas duas reuniões anteriores do Copom, quando a taxa havia subido 0,75 ponto percentual.

Com a decisão, o Brasil manteve sua posição na liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta. A alta na taxa básica do País levou os juros reais a 5,6% ao ano. Na segunda posição aparece a China, com taxa real de 2,3%. Na terceira posição está a Rússia, com 1,8%. O ranking é elaborado por Jason Vieira, analista internacional do Cruzeiro do Sul, e Thiago Davino, gerente financeiro da Weisul Agrícola, com 40 das maiores economias do planeta.

Da taxa básica, foi descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.

Enquanto o Brasil reforça sua liderança, com juros ascendentes, mais da metade dos países citados registram juro real negativo. Tanto que a taxa média geral dos países analisados ficou em -0,6%.

A liderança do Brasil pode representar uma entrada mais expressiva de capital externo, que ocorre porque os títulos de renda fixa emitidos no país pagam mais que seus pares internacionais.

A taxa básica começou a subir em abril. Na época, estava em 8,75% ao ano, menor patamar da história recente. Desde então, houve dois aumentos que trouxeram os juros de volta ao patamar de dois dígitos.

Quando o BC iniciou esse novo ciclo de aperto monetário, a economia crescia a uma taxa próxima de 10% ao ano, e a inflação projetada beirava os 6%, taxas consideradas insustentáveis pelos economistas.

Desde maio, no entanto, novos indicadores mostraram desaceleração da atividade econômica e dos principais índices de preços.