As afirmações de Ben Bernanke, presidente do banco central norte-americano (Fed), ao Comitê Bancário do Senado às 15h de ontem, entre elas a de que não há medidas iminentes para fomentar o crescimento norte-americano, tiveram impacto negativo imediato sobre as bolsas de valores. Os mercados se deterioraram rapidamente. O Ibovespa, que operava em alta na casa de 0,50%, virou para negativo, mas depois oscilou perto da estabilidade, pressionado pelas perdas acentuadas em Nova York. No final, apoiada em ações da Vale e de siderúrgicas, a Bovespa virou para leve alta, mas Nova York registrou forte queda.
Em seu informe semestral ao Senado sobre as condições da economia e a política monetária do Fed, Bernanke sinalizou que não há medidas iminentes para fomentar a recuperação da economia, apesar de uma “perspectiva bastante mais fraca” de crescimento, e assegurou que o Fed vai manter uma postura flexível diante de uma perspectiva econômica “anormalmente incerta”. Ele afirmou ainda que, “se a recuperação parecer estar vacilando, então teremos que, pelo menos, revisar nossas opções”. Na sessão de perguntas e resposta de seu informe disse, no entanto, que não há planos de estudar tais iniciativas no curto prazo. “Não dá para cogitar mais estímulo no curto prazo”, afirmou.
Antes disso, as bolsas norte-americanas vinham oscilando perto da estabilidade, ora valorizando números positivos dos balanços da Apple ( divulgado ontem após o fechamento do pregão) e do Morgan Stanley (informado hoje cedo), ora deixando crescer as preocupações com a fala de Bernanke.
No fechamento da sessão, o Ibovespa teve uma valorização de 0,02%, para 64.476,84 pontos. Durante o pregão, atingiu a mínima de 64.209.24 pontos, em queda de 0,39%, e a máxima de 65.136,20 pontos, em alta de 1,05%. No mês, o ganho acumulado é de 5,81%, e no ano a perda soma 5,99%.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,62%
Ganho líquido/30 dias: 0,70%
Pela taxa média de 10,62% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,88% e líquido de 0,70%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,50% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,71% e líquida de 0,57%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: alta de 0,02%
Volume: R$ 5,66 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o dia de ontem com uma alta de 0,02%, aos 64.476,84 pontos e com um volume financeiro de R$ 5,66 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 1,07% e o índice Nasdaq apresentou uma queda de 1,58%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 72,00
Variação: estável
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro encerrou o dia de ontem negociado a R$ 72,19, estável em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de NY, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,184,97, apresentando queda de 0,38% às 17h51 de ontem.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,785
Variação: alta de 0,62%
O dólar comercial terminou a quarta-feira com uma valorização de 0,62%, valendo R$ 1,784 na compra e R$ 1,785 na venda. O dólar paralelo permaneceu estável, negociado a R$ 1,860 para a compra e a R$ 1,960 para a venda. O dólar turismo recuou 0,74%, cotado a R$ 1,760 na compra e a R$ 1,873 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em agosto fecharam a R$ 1,784,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,34%. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,12% aos 64.820, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,98% e 11,55%, respectivamente.