O Seessb (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Bauru) tem alertado a população sobre o futuro da AHB (Associação Hospitalar de Bauru). Mas parece que poucos têm acreditado na gravidade do problema e nas previsões feitas pelo Sindicato. Temos defendido que a situação se tornou insustentável tanto para os trabalhadores como para quem precisa de atendimento. Cobramos respostas dos mais diferentes segmentos, porém nossas colocações têm sigo ignoradas. Já vai completar um ano que iniciaram as investigações sobre supostas irregularidades envolvendo a antiga diretoria da associação. Notamos que desde que os antigos diretores foram afastados a situação da AHB, em vez de melhorar, piorou significativamente.
Não conseguimos entender o motivo da situação do Hospital de Base e da Maternidade Santa Izabel ficar pior a cada dia. Se, os supostos responsáveis pelos desvios de verbas do hospital foram afastados, não era para a AHB já ter se recuperado?
Se antes, quando havia supostas irregularidades, o dinheiro era suficiente para o atendimento e para o cumprimento das obrigações trabalhistas, porque será que agora que está tudo “certo”, o dinheiro não dá?
Se não existe mais irregularidades porque a AHB não tem dinheiro para cirurgias eletivas? Porque a situação da Maternidade Santa Izabel chegou onde chegou? Porque a direção da AHB não tem dinheiro sequer para comprar as cestas básicas de seus funcionários?
Qual operação matemática que o atual interventor, Fábio Teixeira têm feito? Não entendemos quais são as prioridades do interventor. As dúvidas começam com a análise de seu salário de R$ 25 mil, e o de seus amigos que somam cerca de quase 15 mil.
Esse dinheiro tem saído dos cofres de uma entidade considerada filantrópica, que está à beira de um colapso. A AHB não tem dinheiro para comprar as cestas básicas dos trabalhadores, mas tem dinheiro para pagar os altos salários do interventor e de seus amigos.
O mais interessante é que ele ganhava quase o mesmo valor de salário no emprego anterior, no Hospital Santa Catarina – hospital que atende a elite paulistana. Como pode? Ele recebe quase o mesmo valor de salário, só que a realidade de Bauru e da AHB é totalmente diferente. O outro é um hospital de ricos que funciona na maior capital do país cuja demanda não se compara a da AHB.
Também não dá para entender por que ainda não foi marcada uma eleição para eleger uma nova diretoria, composta por pessoas da comunidade bauruense. Poxa, não temos ninguém competente na cidade para assumir essa diretoria? Qual será o motivo dessa insistência em manter o interventor no cargo diante das denúncias feito à Justiça pelo Sindicato?
Gente, cadê a tão falada contrapartida financeira da Secretaria de Estado da Saúde. Afinal, o interventor só veio trabalhar na AHB por causa dessa tal contrapartida. O dinheiro não veio e ele ficou. Pior. Ficou aqui recebendo um salário de alto executivo, fora da realidade da cidade e da AHB. Às vezes, temos a impressão de que estão agindo propositadamente para a situação da AHB piorar. Só não conseguimos descobrir o real objetivo disso tudo.
Para quem eles querem entregar a AHB quando ela estiver totalmente sucateada? Todos os dias repetimos essas mesmas perguntas. Não achamos respostas. Está é mais uma tentativa de provocar todos os envolvidos no problema. Quem sabe alguém nos dê uma explicação lógica. Estamos dizendo tudo isso por que pressentimos que a qualquer hora vamos nos deparar com mais de mil trabalhadores sendo colocados na rua e nossos doentes morrendo por falta de atendimento. Sinceramente não queremos que dentro de pouco tempo alguém diga - aqueles sindicalistas tinham razão.
Diretoria do Seessb