Não faltaram motivos para a bolsa operar no positivo durante todo o pregão de hoje e fechar na maior pontuação desde 4 de maio (65.748,10 pontos). As boas notícias vieram de todos os lados, desde China, Europa e EUA, além do quadro interno da economia. O pessimismo deixado anteontem pela audiência do presidente do banco central norte-americano (Fed), Ben Bernanke, no Senado, que derrubou as bolsas em Nova York, foi apagado por indicadores positivos da zona do euro e dos Estados Unidos e por fortes resultados corporativos também nos EUA.
O Ibovespa absorveu esse otimismo todo e tomou fôlego também com a redução do ritmo de alta da taxa Selic, definida ontem à noite pelo Comitê de Política Monetária do Banco (Copom), do Banco Central, e do índice de desemprego no País em junho conhecido ontem.
Esses dados internos deram impulso às ações de empresas do varejo e de bancos, porque com alta de juro e desemprego menores as empresas relacionadas ao consumo interno podem continuar captando recursos a custos menores e mantendo as linhas de financiamento ao consumidor. Além disso, ações de mineradoras, em especial da Vale, e de siderúrgicas, continuaram alimentando o índice, impulsionadas por notícias vindas da China de que o país vai continuar buscando o crescimento.
Anteontem à noite, o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, elevou, em placar unânime, a taxa básica em 0,50 ponto percentual, para 10,75% ao ano, quando até a semana passada o consenso era de aumento de 0,75 ponto percentual.
Ontem, o IBGE anunciou redução na taxa de desemprego em junho nas seis principais regiões metropolitanas do País.
O Ibovespa fechou em alta de 1,97%, aos 65.748,10 pontos e oscilou entre a mínima de 64.503,73 pontos e máxima de 66.212,79 pontos. No mês, o ga-nho ampliou-se para 7,90% e no ano a perda foi reduzida para 4,14%.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,64%
Ganho líquido/30 dias: 0,70%
Pela taxa média de 10,64% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,88% e líquido de 0,70%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,45% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,71% e líquida de 0,56%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: alta de 1,97%
Volume: R$ 6,36 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a quinta-feira com uma significativa alta de 1,97%, aos 65.748,10 pontos e com um volume financeiro de R$ 6,36 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subiu 1,99% e o índice Nasdaq apresentou avanço de 2,68%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 71,60
Variação: alta de 0,85%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou o dia de ontem cotado a R$ 71,60, com uma valorização de 0,85%.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,194,80, apresentando alta de 0,80% às 18h06 de ontem.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,760
Variação: baixa de 1,40%
O dólar comercial encerrou a quinta-feira com uma desvalorização de 1,40%, valendo R$ 1,758 na compra e R$ 1,760 na venda. O dólar paralelo apresentou estabilidade, negociado a R$ 1,840 na compra e a R$ 1,960 na venda. O dólar turismo avançou 0,21%, cotado a R$ 1,740 para a compra e a R$ 1,877 para a venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em agosto fecharam a R$ 1,762,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando queda 1,26%. O Índice Bovespa Futuro subiu 2,27% aos 66.290, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,98% e 11,53%, respectivamente.