Botucatu – O ajudante Miguel Marques Ferreira, 19 anos, acusado de assassinar com tiro no peito sua namorada, a dona de casa Elisângela Rodrigues Coelho, 23 anos, na madrugada de anteontem, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), apresentou-se na tarde de ontem à polícia e disse que o disparo foi acidental. O acusado foi ouvido na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e, em seguida, recolhido à Cadeia Pública de Porangaba.
De acordo com a Polícia Civil, Elisângela foi morta na residência onde o casal morava há poucos meses, na rua 14, Jardim Monte Mor, por volta das 3 horas da madrugada de quinta-feira, com um disparo feito por revólver calibre 32. No momento do crime, não havia mais ninguém no imóvel. A polícia e o resgate foram acionados por vizinhos, que se assustaram com o barulho. Quando o socorro chegou, a vítima já estava morta e o acusado havia fugido.
Segundo a DDM, o acusado chegou à unidade por volta das 17 horas de ontem, acompanhado de seu advogado. Em depoimento à delegada ele disse que, como desconfiava que a namorava vinha lhe traindo, no dia do crime, decidiu sair de casa e esconder-se no quintal do vizinho.
Algum tempo depois, Ferreira afirmou ter visto um homem entrar na residência. Ele teria aguardado algum tempo e entrado na casa, mas o suposto indivíduo conseguiu fugir pulando a janela. Segundo a polícia, o acusado contou que chegou a persegui-lo por alguns quarteirões com a arma em mãos, mas não conseguiu alcança-lo.
De volta à sua residência, Ferreira disse que passou a questionar a namorada sobre a presença do homem no local. O casal teria, então iniciado uma discussão e, em determinado momento, Elisângela teria partido para cima dele e batido em sua mão, fazendo com que o revólver disparasse acidentalmente contra seu peito.
O acusado negou ainda que a vítima estivesse grávida de dois meses de um filho seu, conforme dados preliminares levantados pela polícia. Após ser ouvido, como havia mandado de prisão temporária expedido contra ele, Ferreira foi recolhido à Cadeia Pública de Porangaba, onde ficam os presos acusados de cometerem crimes contra mulheres.