11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Festa do Sanduíche Bauru já tem 19 mil vales vendidos

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 5 min

Um dos eventos mais esperados para aqueles que apreciam o verdadeiro sanduíche bauru está chegando. Neste sábado, às 9h, começa a 6ª Festa do Sanduíche Bauru. A festividade beneficente faz parte das comemorações realizadas no Parque Vitória Régia em homenagem ao aniversário da cidade.

Porém, se a abertura oficial é somente no sábado, as vendas dos vales dos sanduíches já estão bastante adiantadas. Segundo o presidente da Associação das Entidades Assistenciais de Bauru e Região (Aeaps), Edemilson Arias Pinotti, já foram vendidos aproximadamente 19 mil vales.

A meta é que sejam vendidos mais de 23 mil sanduíches e a verba arrecadada será destinada totalmente às entidades que participam da festa.

O valor de cada vale é R$ 6,00 e o presidente garante que aqueles que comerem o sanduíche não irão se arrepender. “Aqui será servido o verdadeiro lanche bauru. Há algumas discussões sobre o que realmente o lanche deve ter, porém, estaremos servindo o verdadeiro e tradicional”, completa.

E o verdadeiro bauru da festa já está sendo preparado. Ontem, os 800 quilos de carne foram fritos e, hoje, serão fatiados. Depois, a carne será congelada para ser finalmente preparada na festa. Durante a noite de sexta-feira, as entidades já estarão montando as barracas e realizando os últimos preparativos para a abertura oficial.

No ano passado, foram vendidos cerca de 20 mil sanduíches, um valor arrecadado equivalente a R$ 100 mil. Este ano, a expectativa vai além pelo número de vales já vendidos e pelo fato da festa ter dois dias de duração - a venda dos sanduíches ocorre no sábado das 9h às 22h e, no domingo, das 9h às 18h.

Apesar da população poder comprar os lanches no dia, os vales já estão sendo adquiridos antecipadamente em todas as lojas do supermercado Confiança e nas sedes das seguintes entidades: Associação Comunitária em Ação Êxodo (Acaê), Creche Doce Recanto, Comunidade Bom Pastor, Creche São Paulo - Centro Comunitário Assistencial Educacional Aníbal Difrância, Esquadrão da Vida, Associação Comunitária Caná, Creche Irmã Catarina, Sanscrito, Creche - Centro de Convivência Infantil João Paulo II, Creche Alice Barros - Bom Samaritano, Lar e Escola Rafael Maurício, Sociedade de Apoio à Pessoa com AIDS de Bauru (Sapab), Lar e Escola Santa Luzia para Cegos, Fundação Toledo (Fundato), Associação de Pais para Integração Escolar da Criança Especial (Apiece), Associação Bauruense de Apoio e Assistência ao Renal Crônico (Abrec), Creche São Judas Tadeu e São Dimas, CEAC - Albergue Noturno e a Ação Comunitária São Francisco de Assis (Acop).

Ambulantes

E os efeitos não serão positivos somente para as entidades envolvidas. Os ambulantes que trabalharão nas festividades do aniversário de Bauru também esperam potencializar as vendas.

Denis Rodrigo Souza venderá lanches no Parque Vitória Régia. Segundo ele, as expectativas são melhores que as do ano passado. “Creio que esse ano a gente ganhe bem mais. No ano passado, não houve tanta compreensão da prefeitura. Este ano está havendo uma maior colaboração. Os fiscais estão sendo mais compreensivos com a gente”.

João do Nascimento tem o mesmo pensamento. O vendedor de caldo de cana não precisou “disputar’ o ponto com os outros ambulantes, pois já está há 12 anos trabalhando no local. “Meu ponto é fixo e eu estou há muito tempo trabalhando aqui. Então, os outros respeitam. Eu acredito que aumente bastante a venda. Só espero que o tempo nos ajude também”, afirma.

Neusa Leme da Silva estava insatisfeita. Ela vende batata, milho, cocadas e “tudo que o senhor quiser”, segundo sua própria propaganda. O motivo da sua insatisfação foi o ponto em que iria trabalhar. “Fiquei com um lugar lá em cima. Muito longe do palco. Os fiscais disseram que era para ter vindo hoje (ontem) e quando cheguei todos os pontos bons já estavam montados”, reclama.

Porém, quando a reportagem saiu do local, o problema já tinha sido resolvido. “A fiscalização arrumou outro ponto para mim. Esse ponto está bem mais perto. Agora está muito melhor”, finalizou, satisfeita, a ambulante.

O evento dos 114 anos de Bauru é uma realização da Prefeitura Municipal de Bauru, Jornal da Cidade e Confiança Supermercados, com patrocínio da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Transurb, Vertico e Ajax Treplan. A festa conta ainda com a parceria da 96FM, Mondelli, Crioulo, TV Record e Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Bauru; participação especial da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Departamento de Água e Esgoto (DAE), Expresso de Prata, Corpo de Bombeiros, Policia Militar (PM), Força Aérea Brasileira (FAB), Exército Brasileiro e Tiro de Guerra. Além disso, também marcam presença na organização da festa o Grupo Voluntários em Ação, Grupo Escoteiro Tiradentes, Grupo Escoteiro Guia Lopes, Senai, Sesi, Jeep Clube, Bunge, Festpan, Rochapan, Skyradical, Associação das Entidades Assistenciais de Bauru e Região (Aeaps), Projeto Cidade, Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes).

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Fiscalização

De acordo com a Secretaria de Planejamento (Seplan), as demarcações prévias dos espaços para ambulantes no Parque Vitória Régia estavam permitidas desde ontem e devem ser feitas com parte da estrutura da respectiva barraca ou do equipamento.

“A pessoa precisa trazer a armação da barraca. O único problema que tivemos até agora foi um ferro que estava guardando um local. Ele foi retirado, pois o certo é a armação de parte da barraca. Quem colocou esse ferro, perdeu o lugar” explica a diretora da Divisão de Fiscalização, Raquel Leal.

Os ambulantes ficarão entre a alça de acesso ao parque, com início na Praça José Miziar, e a rua Albino Tâmbara, nas proximidades do câmpus da USP. Até ontem, já havia cerca de 40 armações no local, porém, a expectativa é de que esse número cresça bastante.

“Ano passado, tivemos cerca de 160 ambulantes. Além desses que guardam o espaço antes, existem aqueles que chegam somente no dia da festa. Geralmente, eles têm um equipamento menor, como vendedores de algodão-doce ou pipoca. Então, no dia, acabam ficando com os espaços menores que ainda estão vazios”, complementa a diretora de fiscalização.

Raquel Leal acredita que o baixo número de contratempos seja devido à preparação prévia e às instruções que são passadas aos ambulantes. De acordo com ela, há dois meses, eles estão sendo orientados sobre como será o procedimento antes e durante a festa.