08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Flanelinhas


| Tempo de leitura: 2 min

Hoje, ao passar por um transtorno ao estacionar o carro e ser abordada com um flanelinha, resolvi fazer uma pesquisa sobre o assunto.

Encontrei uma matéria de 2009 no “Folha On Line” que dizia que Flanelinha  já é profissão legalizada no Distrito Federal.

A profissão existe desde que uma lei federal foi sancionada em 1975. Mais uma daquelas leis defasadas do nosso país, 1975 não é 2009/2010. Os anos passaram e os flanelinhas daquela época não podem ser comparados aos atuais.

Pra mim esta lei nem deveria existir já que segurança pública é dever do Estado. “A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 144, aduz com clareza que a Segurança Pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos.”

Se é dever do Estado, então por que somos reféns dos flanelinhas que estão alastrados por todo canto das cidades?

Como assim? Pagamos impostos, cumprimos com nossos deveres de cidadãos e ainda temos que pagar para termos segurança ao estacionarmos nossos carros?

Se segurança pública é dever do Estado, porque então em vez de corrigirem as deficiências do sistema de segurança inventaram de ressuscitar um segundo tipo de flanelinha; o legalizado. 

“Por essa lei, o registro para poderem atuar legalmente, é dado após apresentação de documentos, como certidão negativa de cartório criminal e prova de quitação no serviço militar.” Ótimo, mas me digam, qual o perfil dos flanelinhas da sua cidade?

São pessoas que inspiram algum tipo de confiança ou são aqueles “malacos” com  cara de bandido que quando oferecem seus “préstimos” você fica até com medo de recusar, pois eles mesmos podem danificar seu veículo diante da recusa.

Eu sinceramente não acredito que a maioria deles possua ficha limpa, muitos são graduados sim - na escolinha do crime.

Ainda segundo a lei, a atuação dos flanelinhas só é permitida nos locais previamente definidos pelo poder público para estacionamento. 

Pra mim, vai ficar no papel como tantas outras. De que adianta uma lei se não há fiscalização para averiguar se a mesma está sendo corretamente cumprida.

Os flanelinhas fazem uso da rua como se ela fosse propriedade privada e não pública e nem sonhando vão atuar somente nos locais predestinados.

Eu até visualizo o momento que para estacionar em frente da minha casa terei que pagar um flanelinha.

Enfim, eu espero muito que não inventem de implantar este absurdo em Bauru.

Só iria atrair mais flanelinhas e seríamos ainda mais extorquidos por eles do que já somos.

Vivian Karina Venancio Salema - profissão: mãe 24 horas