11 de julho de 2026
Internacional

Alvo de novas sanções da UE, Irã diz que está pronto para negociar

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Londres - A União Europeia aprovou ontem a adoção de novas sanções contra o Irã para sufocar ainda mais a economia do país e forçá-lo a abandonar seu programa nuclear. O programa, diz Teerã, tem fins pacíficos (energia elétrica). Mas EUA e Europa afirmam que ele quer tecnologia para produzir armas atômicas.

O detalhamento das sanções ainda será divulgado. O foco é o setor de gás e petróleo, espinha dorsal da combalida economia iraniana. Serão proibidos investimentos, transferência de tecnologia ou projeto de assistência técnica para essas áreas.

Também haverá corte de importações e na concessão de vistos. Serão impostas restrições a transações financeiras feitas por ou para iranianos, e companhias marítimas e aéreas de carga daquele país serão proibidas de atuar nos 27 países da UE.

As sanções são mais severas que as anunciadas pela ONU em junho e devem surtir mais efeito, pois a UE é a principal parceira comercial do Irã. No começo do mês os EUA ampliaram suas sanções ao Irã, proibindo a venda de gasolina e restringindo as transações financeiras.

Anteontem, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o país reagiria com força a mais sanções, mas ontem o Irã disse está pronto para retornar às negociações sobre a troca de combustível nuclear sem impor condições, disse um enviado do país à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), segundo a agência oficial de notícias Irna.

Referindo-se a uma carta entregue pelo Irã à AIEA sobre uma proposta de troca de combustível nuclear, o enviado do Irã à agência da ONU, Ali Asghar Soltanieh, disse: “A mensagem clara desta carta foi a disposição total do Irã para realizar negociações sobre o combustível para o reator de Teerã, sem qualquer condição.”

Preocupações internacionais sobre o programa de enriquecimento de urânio do Irã levaram a um aumento das sanções econômicas contra a República Islâmica.

Brasil lamenta sanções

O chanceler Celso Amorim lamentou as sanções da UE contra o Irã e previu que elas não terão o efeito desejado. “É uma pena”, disse ele ontem em Jerusalém. “Quem sofre com sanções é o povo. As elites dão um jeito de se manter. Às vezes, até se reforçam.”