09 de julho de 2026
Internacional

Venezuelano diz que denúncias são um pretexto para ataque

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Havana - O ministro venezuelano da Energia, Alí Rodríguez, afirmou que as denúncias apresentadas pelo governo colombiano à OEA (Organização dos Estados Americanos) não passam de “um pretexto vulgar” para que Bogotá e Washington ataquem Caracas. A afirmação foi feita durante uma comemoração de aniversário da revolução cubana em Havana.

As declarações causam polêmica e chegam no mesmo dia em que Néstor Kirchner, ex-presidente argentino e atual secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), se encontra com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos.

“É um pretexto grosseiro, vulgar e ofensivo para atacar a Venezuela e para atacar os processos libertários em nosso continente”, afirmou o ministro Rodríguez durante o evento comemorativo cubano.

“Segundo eles (colombianos), protegemos o narcotráfico e protegemos o terrorismo”, acrescentou Rodríguez, ao destacar que seu país é “amante da paz”.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, que deveria participar da comemoração, anunciou a suspensão da ida à Cuba. Chávez disse contar com “informação de inteligência” que sugere riscos de uma “agressão” ao seu país por parte da Colômbia.

Kirchner e Santos

Kirchner se reuniria ontem com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, em Buenos Aires, para analisar a crise entre Caracas e Bogotá.

Na pauta deve estar a expectativa em torno da proposta de paz anunciada ontem pelo ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, a ser apresentada na reunião de chanceleres da Unasul na quinta-feira, em Quito, no Equador.

Kirchner e Santos se reuniriam às 22h na residência do embaixador da Colômbia em Buenos Aires, Alvaro García Giménez.

Na semana que vem, no dia 5 de agosto, Kirchner viajará para a Venezuela, onde deve discutir a mediação da crise com Chávez. Em seguida, vai á Colômbia para a posse de Santos em 7 de agosto.

Lula se reúne com chanceler

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem, a partir das 19h. O encontro não estava previsto, mas houve alteração na agenda do presidente.

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Fidel ausente

Havana - Apesar das expectativas suscitadas por suas aparições em público nas últimas semanas, o ex-presidente Fidel Castro não participou do comício em Santa Clara.

“Fidel, cuja recuperação visível é motivo de profunda alegria para todos os revolucionários, está presente e combatendo neste dia que tanto significa para ele e para todos nós”, falou Machado Ventura.

Raúl Castro poderá discursar para a população em uma sessão do Parlamento marcada para 1 de agosto.