10 de julho de 2026
Internacional

Afeganistão critica política dos EUA

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Cabul - Os EUA adotaram uma política contraditória em relação ao Afeganistão ao ignorar o papel do Paquistão na insurgência, disse o governo afegão ontem, após o vazamento de documentos militares americanos.

Os documentos divulgados mostram que membros antigos e atuais da agência de espionagem do Paquistão estavam colaborando ativamente com o Taleban para planejar ataques no Afeganistão.

Ontem, em sua primeira reação ao vazamento, o Conselho Nacional de Segurança do Afeganistão disse que os EUA fracassaram em atacar os chefes e apoiadores do Taleban escondidos no Paquistão durante os nove anos de conflito. Mais tarde, em entrevista coletiva, o chefe do conselho, Rangeen Dadfar Spanta, foi mais específico, questionando os bilhões de dólares em dinheiro e ajuda militar que Washington deu ao Paquistão nos últimos anos.

“Não é justificável para o povo afegão que vocês deem US$ 11 bilhões ou mais para ajudar um país a se reconstruir e fortalecer suas forças de segurança e defesa, mas por outro lado as forças dele treinam o terrorismo.”

Ele alertou que a guerra não será bem sucedida a menos que haja uma revisão da política de Washington sobre o Afeganistão, focando em santuários e bases do Taleban no Paquistão e seus apoiadores.

Obama defende tática

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentava ontem controlar os danos provocados pelo vazamento explosivo de documentos sobre a guerra do Afeganistão, dizendo estar preocupado com a divulgação.

Obama insistiu que o vazamento ressalta a necessidade de se aferrar à sua abordagem e pediu que o Congresso aprove fundos adicionais para o esforço de guerra.

“Embora eu esteja preocupado com a divulgação de informação sigilosa sobre o campo de batalha que potencialmente pode colocar em risco indivíduos ou operações, o fato é: esses documentos não revelam nada além do que já havia sido informado em nosso debate público sobre o Afeganistão”, disse Obama a jornalistas após uma reunião com líderes do Congresso.