Merece aplausos o trabalho dos pesquisadores Rafael Cisne de Paula e André Fuly, do Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (JC - 21/7), que encontraram na barbatimão um eficiente antídoto à picada da cobra surucucu. É um importante avanço. Seria interessante, no entanto, que o trabalho também apontasse para a forma de manejo a preservação da árvore, até como forma de garantir às futuras gerações o acesso à segurança contra os males provocados pelo ofídio. No passado, a barbatimão já serviu para o curtimento de couros, mas eram extraídos apenas pedaços de sua casca, de forma a permitir sua regeneração em curto espaço de tempo. O ideal seria que para a preparação do antídoto ao veneno da cobra se tivesse a mesma preocupação, utilizando-se galhos, ou cascas, mas nunca matando a árvore.
Sebastião Pereira da Silva - pesquisador e ecologista