11 de julho de 2026
Polícia

Botijão de gás vaza e quase provoca incêndio em residência na Bela Vista

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Na tarde de ontem, o vazamento de um botijão de gás assustou um morador na quadra 13 da rua Vitória, na Bela Vista. Afora o susto, a chama destruiu o fogão, queimou as paredes da residência e por pouco não se transformou em um incêndio de grandes proporções.

Por volta das 17h30, Antônio Carlos Bornal, 53 anos, estava na sala de sua casa quando escutou um forte barulho na cozinha. Quando ele se dirigiu para o cômodo, deparou-se com uma chama de quase dois metros de altura vinda do botijão de gás.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e o fogo rapidamente controlado. Porém, de acordo com os bombeiros, o proprietário teve bastante sorte, pois o fato da casa ser de madeira poderia ter propiciado um grande incêndio.

Quando a chama foi apagada, já havia atingido as paredes e estava se dirigindo para o teto, que, segundo os bombeiros, é o ponto crucial para o início do incêndio.

No momento em que o acidente ocorreu, Antônio Bornal estava sozinho na residência e, por isso, ninguém se feriu.

O morador afirmou aos bombeiros que havia deixado uma panela no fogo e estava assistindo televisão na sala. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, essa atitude é uma das principais a serem evitadas para que acidentes como esse não ocorram.

“O fogo nasceu para ser vigiado. Hoje, costuma-se acender o fogo e fazer outras coisas, como ir ao mercado ou assistir televisão em outro cômodo. O ideal é sempre ficar de olho no fogo”, aconselha.

O coordenador ainda explica que é preciso tomar cuidado com os equipamentos: “A mangueira e a válvula devem ser trocados de cinco em cinco anos. O fogão também precisa ser avaliado. Hoje em dia, os fogões não são muito resistentes. A vida útil deles não é muito grande. Quando ela termina, já pode oferecer algum risco”.

De acordo com ele, 90% de acidentes desse tipo ocorrem quando algum desses equipamentos já estão desgastados. Antônio Bornal alegou que havia trocado a válvula e a mangueira há aproximadamente um ano, porém, algumas vezes, sentia cheiro de gás.

Em relação ao botijão, Brito afirma que deve ser mantido sempre fora da residência, porém, alerta para um erro muito comum. “As pessoas constroem uma ‘casinha’ para o botijão. Isso é o correto. Mas, muitas vezes, elas colocam uma grade e um cadeado. Quando ocorrer um acidente, é fundamental que o botijão tenha fácil acesso”, finaliza.