Belo Horizonte - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, voltou ontem a negar que use seu candidato a vice-presidente, Indio da Costa (DEM), para atacar a candidata petista Dilma Rousseff. Anteontem, Dilma disse não considerar que “uma pessoa que é candidata a presidente deva colocar alguém para fazer as acusações e ele endossar”. Segundo Serra, a afirmação é uma “bobagem”.
Após participar de uma entrevista à TV Bandeirantes em Minas, o tucano disse esperar que a campanha “possa se basear mais em ideias daqui em diante”. Questionado sobre isso não estar acontecendo, afirmou: “Não por minha causa”.
Serra também afirmou ser contrário à legalização das drogas no País. Segundo ele, a ideia não deu certo em outros países. “Sou contra, daria uma confusão”, disse.
Serra afirmou que nem mesmo na Holanda, “um país arrumadíssimo”, a legalização da maconha deu certo. Ele disse que a maconha é um passo para outras drogas.
O tucano afirmou que o Brasil não tem estrutura social, sistema de saúde nem governo eficiente para lidar com uma eventual liberalização das drogas.
Ele voltou a defender uma política de combate às drogas, principalmente ao crack, baseado em repressão, educação nas escolas e tratamento. Serra defendeu a criação de uma polícia especial para as fronteiras e um “grande programa” de treinamento de cães farejadores. Serra disse ser “a favor” de um piso salarial nacional para os policiais, mas por meio de lei e não mudança constitucional.