Não pude ficar sem responder à sua missiva de 18 de julho à Tribuna do Leitor do JC. Lendo seu artigo, percebi que você carrega muita mágoa em seu coração, meu amigo. Para iniciar, devo lhe dizer que não sou político e acho impossível que alguém descrito por você com tantas qualidades possa existir em uma só pessoa. São muitas qualidades... Concordo em parte com você que nossos políticos, em sua maioria (toda regra possui exceções), se enquadra em alguns destes predicados descritos, mas todos juntos é praticamente impossível...
Agora, penso que você deveria ser menos exigente, afinal o ser humano é falho, erra... Mas, por outro lado, perdoar é divino... Luis, eu já me aborreci muito, já fui muito magoado e por muitas vezes mal interpretado. Mas tanta mágoa junta só vai fazer mal a você mesmo.
Outra coisa, não sou político por uma questão muito simples e casual. Por um acaso o número de votos que recebi não permitiram que me tornasse um “político”, agora, me perdoe, com todos estes predicados não, possivelmente com alguns, agora, a bem da verdade, me candidatei porque não acreditei em nenhum outro. En-tão resolvi dar a cara para bater, e não me arrependo, pois eu sempre medi as conseqüências de meus atos e jamais me escondi de nada que tenha feito.
Calma, amigo! Tenha Deus em seu coração e saiba perdoar a quem tanto te feriu e magoou.
Francisco Agabatan Lira