Mesmo quem conhece muito bem o Caribe nunca se esquece de Curaçao. A vontade é de revê-la, sempre. A ilha é mesmo encantadora. Ensolarada, agitada no centro e calminha nas praias, onde o azul transparente do mar faz toda a diferença.
Não há qualquer perigo de furacão e tudo compactua para que o turista volte sempre. A culinária é maravilhosa, com pratos da cozinha crioula que lembram em muito a praticada no Brasil. Banana não falta, assim como carne e frutos do mar. Sem falar nas associações com o melhor dos queijos holandeses.
Se você for um gastrônomo de carteirinha, a dica é comer no Mercado Central. Em imensas mesas de madeira maciça, se servindo logo ali, nos balcões, direto do tacho.
A alegria da população parece entrar na gente. Impossível se sentir deprê por ali. As mulheres, altas, na maioria robustas, têm uma pele de dar inveja, unhas enormes, coloridas, e detalhes de ouro nos dentes.
O salário mínimo por lá é quatro, cinco vezes superior ao do Brasil - US$ 600 em média - e a única coisa que algumas mulheres reivindicam é a atuação na ilha de dentistas consagrados e cirurgiões plásticos, como os que temos aqui. No mais, nada lhes faz falta.
Basta dar um giro pelo centro para entender como vai bem a economia de Curaçao. Os carros, todos importados, são os top de linha. No comércio, os produtos importados são isentos de impostos e nos supermercados o que não falta são queijos, cervejas, latarias - quase tudo holandês (não deixe de tomar Amistel, aquela cerveja da latinha vermelha que é uma delícia).
Tudo vem de fora. Com exceção das carnes, dos peixes e do licor famoso, produzido ali ainda de forma artesanal. Você pode escolher a cor da garrafa que desejar trazer para casa. Eu preferi o tradicional azul, cor do Caribe, cor de Curaçao.
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O casario de Willemstad
Considerada a principal ilha entre as cinco que formam as Antilhas Holandesas, Curaçao tem a pitoresca e cosmopolita Willemstad como Capital (dividida em Otrobanda e Punda). Com uma belíssima arquitetura colonial holandesa e animado comércio, desde 1997 a cidade é considerada, pela Unesco, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.
Punda e Otrobanda são as duas partes da cidade que merecem ser visitadas. Lugares para se fazer compras e interagir com a população. Otrobanda tem lojas para todos os bolsos, que oferecem produtos bons "made in China", incluindo as mais variadas réplicas de marcas famosas: Lacoste, Ralph Lauren, Kipling...
O outro lado, Punda, é mais chique. Tem várias lojas de grife, além de perfumarias, relojoarias, lojas especializadas em eletrônicos. Na Royal é possível - pechinche - comprar uma câmera Sony acompanhada de carregador e cartão de 1.0 G por US$ 200. Relógios da Nike são encontrados entre US$ 36 e US$ 90.
É prazeroso caminhar pelas ruas tanto de Otrobanda quanto de Punda, onde não faltam, também, feiras de artesanato multicolorido, como é o lugar. O comércio é praticamente tocado por hindus. Túnicas do mais puro algodão e chinelinhos com lantejoulas não faltam, claro. Compre três por US$ 15 e ainda leve um incenso como brinde. Acenda e torça para voltar logo para lá.
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A Ilha dos Gigantes Dóceis
Homens e mulheres fortes e bonitos são a característica da "isla de curación", o "coração do Caribe",onde os turistas se curam do estresse. Os curaçolenhos são altos, belos e cultos. No mínimo falam quatro idiomas: espanhol, papiamento, inglês e holandês.
As crianças, a maioria com cidadania holandesa por conta do casamento corriqueiro entre curaçolenhos e holandeses, comentam que o difícil nos bancos escolares é mesmo aprender o holandês. Indispensável para que possam, na adolescência, ir à terra da rainha Beatriz para continuar os estudos. E é na escola que eles aprendem tudo sobre o lugar.
A história de Curaçao começa em 1499, durante a terceira viagem de exploração do novo mundo por Cristóvão Colombo. Ao desembarcarem, sob o comando de Alonso Ojeda, os marinheiros tornaram-se os primeiros europeus a pisar em Curaçao.
Na época do descobrimento, a ilha era habitada por índios altos e robustos e, por isso, Alonso Ojeda denominou-o local de a "Ilha dos Gigantes" ou a Ilha dos Pés Grandes. Depois trocou o nome para Curaçao.
São três as explicações para essa mudança. A primeira: os marinheiros abandonados na ilha curaram-se do escorbuto e passaram a chamá-la "isla de curación". A segunda é que o nome seja proveniente da palavra portuguesa "coração", porque mercadores portugueses consideravam a ilha o coração da região e a última é que o nome tenha sido dado em homenagem ao Sagrado Coração de Maria.
Logo após o descobrimento, os espanhóis estavam sempre na ilha à procura de pedras preciosas. Depois, Holanda, França e Inglaterra também começaram a disputar sua posse, pois consideravam a ilha um ponto comercial estratégico entre a Europa e a América.
Em 1634, Curaçao transformou-se numa colônia holandesa e, em 1815, um tratado internacional deu a posse definitiva para a Holanda. Em 1954, o governo de Curaçao tornou-se autônomo, deixando de ser colônia.
Hoje, Curaçao vive sob o sistema parlamentarista de governo, em que os 22 membros do Legislativo são escolhidos por meio de eleições diretas. O governador-geral é nomeado pela Rainha Beatriz, que responde pela preservação dos interesses da Holanda na região. O vice-governador e alcaide (prefeitos da ilha) também são nomeados pela Coroa holandesa.
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Três Rainhas
As pontes de Curaçao não ficam despercebidas de ninguém. Com características próprias: a Rainha Emma, por exemplo, abre e fecha, permitindo a passagem de navios e outras embarcações marítimas. Saiba mais.
Ponte Rainha Emma
Foi construída em 1888 por Leonard Burlington Smith. É chamada assim por causa da rainha Emma (1890-1898). Esta ponte conecta Punda e Otrobanda e é sustentada por 16 barcos de pinguela. Abre e fecha usando dois poderosos motores, o que permite a entrada das embarcações no porto. Foi restaurada há pouco tempo e ficou em perfeitas condições. Todo o asfalto foi substituído com tábuas de madeira original e as pinguelas reparadas ou substituídas.
Rainha Juliana
Chamada assim por causa da Rainha Juliana (1948-1980). Depois de mais de uma década de construção, a ponte abriu oficialmente no Dia da Rainha, (30 de abril) em 1974. É uma das maiores pontes do mundo. A 185 pés do mar de St. Anna Bay, acomoda as embarcações que entram no porto. Queen Juliana pesa 3,400 toneladas e tem quatro caminhos diferentes. A vista é maravilhosa. Do alto se vê Punda, Otrobanda, e Schottegat.
Rainha Wilhelmina
Chamada assim por causa da Rainha Wilhelmina (1890-1945), esta ponte foi construída em 1928, para conectar a área comercial de Punda ao bairro residencial de Scharloo.