09 de julho de 2026
Bairros

Guarda armada deve atuar em dois PS dentro de 30 dias

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 4 min

Ontem, a edição do Diário Oficial de Bauru divulgou a homologação do processo licitatório referente a contratação do serviço de vigilância armada para atuar no Pronto-Socorro Central e no Pronto-Socorro da Bela Vista. A empresa será a Portal Jaú, que receberá a quantia de R$ 375.793,05 para atuar durante 365 dias nas duas unidades. Agora, existe o prazo de 30 dias para a assinatura do contrato, mas o secretário municipal da Saúde, Fernando Monti, afirmou que a intenção é finalizar o processo o quanto antes.

De acordo com o secretário municipal, esta medida foi adotada em decorrência de um pedido bastante enfático pronunciado pelos trabalhadores do Pronto-Socorro (PS), especialmente por parte dos profissionais médicos. “Fiz uma reunião e o pessoal solicitou isso com bastante ênfase em função de situações que acontecem e não conseguem ser controladas por nossa vigilância”, afirmou Monti.

O chefe da pasta bauruense da Saúde explicou que as unidades de pronto socorro administradas pelo município contam com a prestação de serviço dos vigias da prefeitura, mas, como eles possuem uma função mais patrimonial as pessoas muitas vezes não dão o devido respeito aos profissionais.

“Tomamos esta medida para apresentar algo mais organizado. Não é o fato por estar armada que esta guarda contratada será mais efetiva, mas este tipo de segurança uniformizada impõe mais respeitabilidade”, destaca o secretário municipal.

Insegurança

No início de 2010, o Jornal da Cidade divulgou algumas matérias referentes aos problemas de segurança apontados por funcionários e usuários do sistema de saúde municipal, acontecimentos que levaram Monti a buscar o auxílio de uma guarda armada permanente nos PS Municipal e do Bela Vista. Recentemente, segundo o secretário da Saúde, as ocorrências dessa natureza persistiam.

“Tivemos um monte de problemas, como o acontecido com uma ambulância que estava parada no estacionamento e teve sua bateria furtada. Acontecimentos como este são comuns e a sensação de insegurança estava aumentando. Os prontos socorros são locais onde as pessoas estão acompanhando situações críticas de seus familiares e isso deixa o estado de espírito das pessoas e o emocional alterado”, justifica.

A proposta apresentada pela empresa Portal Jaú para realizar o serviço de vigilância armada nas duas unidades do PS é instalar três postos de 12 horas para atuar durante o dia e outros três, também de 12 horas, para exercer as funções no período noturno. Para as atividades serem iniciadas falta apenas a assinatura do contrato, que possui duração de um ano e deve render um total de R$ 375.793,05 à empresa contratada.

“Temos o prazo de 30 dias a partir de hoje (ontem), quando foi publicada a homologação, para assinar o contrato e começar as atividade. Porém, não pretendemos aguardar o final do prazo. Pensamos em assinar o contrato o mais rápido possível”, garantiu Monti.

O PS Central é usado como um corredor entre a rua Rubens Arruda e o Hospital de Base. “Nós queremos controlar isso. Não tem o menor sentido, é uma desorganização muito grande as coisas acontecerem desta maneira”, cita o secretário municipal da Saúde.

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‘Não vai resolver todos os problemas do PS, mas parte deles’, diz Monti

O secretário municipal da Saúde, Fernando Monti, afirmou ter conhecimento da fragilidade existente no quesito segurança dentro das unidades do PS, tanto no Municipal quanto no Bela Vista. Em sua análise, este problema estrutural tem influência direta no esquema organizacional do atendimento ao público, o que pode ser implementado com a contratação da vigilância armada.

“Isso não vai resolver todos os problemas dos PS, mas uma parte deles a gente vai resolver. Teremos algo mais organizado e estruturado. Acho que é uma oportunidade de elaborar disciplinas do ponto de vista da quantidade de acompanhantes, trânsito interno de pessoas, entre outros fatores que exibirão uma melhor organização das unidades”, avalia Monti.

Ele destacou que não existia a possibilidade de contar com este recurso na própria administração dos PS, então, a solução encontrada foi realizar o contrato para a terceirizando da função. Monti declarou ainda que não saberia dizer todas as normas que serão instaladas com esta implementação, mas pretende aproveitar a guarda armada para estabelecer algumas políticas internas mais eficazes.

“O pessoal se sentia muito fragilizado. Médicos sendo ameaçados entre outros fatos que ocorriam por lá. Além disso, pretendemos fazer um controle mais rigoroso do fluxo de pessoas lá dentro.”