O corpo do rapaz morto durante a madrugada do último dia 27 foi reconhecido no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru por volta das 22h de aonteontem. A mãe, Rosimeire Moreira dos Santos, 41 anos, identificou o corpo do filho Rafael dos Santos Carvalho, 23 anos. Ele foi torturado e assassinado a facadas e encontrado na manhã do dia 27 amordaçado e com os pés e mãos amarrados nas costas em um córrego na estrada Val de Palmas, na zona rural de Bauru. A polícia acredita que o assassinato tenha ocorrido entre 2h e 3h.
De acordo com o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Paulo Calil, Rafael era ex-presidiário e havia cumprido pena por estelionato na cadeia pública de Barra Bonita. Solto há aproximadamente um mês, atualmente ele estava morando na residência da mãe, no Núcleo Habitacional Isaura Pitta Garms, em Bauru.
A DIG já tem pistas de possíveis suspeitos e diz acreditar que o homicídio está relacionado a motivos de vingança. “Estamos dependendo de informações do sistema presidiário, pois é provável que ele tenha tido alguns desentendimentos enquanto cumpria a pena”, informa Calil.
Através de depoimentos da família, que serão ouvidos hoje, a polícia espera obter mais informações para conseguir desvendar a autoria do homicídio. Além do estelionato, Rafael já tinha passagens na polícia por tráfico de drogas e também era usuário. A mãe da vítima, muito abalada com o ocorrido, preferiu não comentar sobre o caso ao Jornal da Cidade.
O corpo de Rafael foi visto por um trabalhador que foi ao córrego em Val de Palmas para retirar água, e avistou os pés e mãos da vítima na superfície. Além das facadas, havia também sinais de tortura, como uma perna quebrada e também golpes na face, visto que o rosto estava bastante inchado. Rafael trajava apenas uma bermuda jeans e, além das mãos e pés bem amarrados com vários panos e também por fios elétricos, estava amordaçado. A vítima é o 29º caso de morte violenta em Bauru, de acordo com levantamento realizado pelo JC.
O corpo de Rafael foi velado e sepultado ontem pela manhã no Cemitério Municipal do Jardim Redentor, em Bauru.
Caso não solucionado
O IML abriga há cinco dias o corpo de um homem ainda não reconhecido, encontrado morto no último sábado no início da manhã, debaixo do viaduto que liga a rua Araújo Leite ao Jardim Bela Vista. Ele estava semienrolado em um cobertor e apresentava sete perfurações profundas na região do pescoço. A vítima, que aparenta ter entre 30 e 40 anos de idade. Se o homem não for reconhecido por familiares, será sepultado como indigente.