09 de julho de 2026
Regional

CDHU tem média de 20% de devedores

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

As 55 cidades pertencentes à regional de Bauru da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) de Bauru têm, juntas 4.016 mutuários, com atraso de pagamento nas parcelas dos imóveis financiados pelo programa do governo do Estado, num universo de 19.905 beneficiários. A companhia não tem as estimativas da dívida total dos inadimplentes. Para reduzir o número de devedores, a empresa faz, nos finais de semana, plantões de regularização de contratos.

Hoje será em Bocaina na Escola Maristela M. Moreto das 9h às 17h e amanhã em Pederneiras na Casa da Solidariedade das 9h às 17h. (leia texto ao lado)

No geral, a inadimplência é na média de 20,20%, mas as cinco cidades com maior número de inadimplência acima da média em junho são Getulina 35,78%, Borebi 33%, Iaras 32,9%, Bauru 30,7% e Tejupá 28,31%.

Já um pouco abaixo das cinco na lista de inadimplência estão Pederneiras 23,46%, Barra Bonita 23,11%, Igaraçu do Tietê 21,9%, Jaú 21%, Lençóis Paulista 20% e Pirajuí 19%. A regional de Bauru tem a menor taxa de inadimplência entre as 13 regionais no Estado da CDHU, segundo o gerente regional Carlos Roberto Ladeira.

Segundo ele, as causas da inadimplência vão do desemprego, separação do casal e certa cultura de não pagamento.

O período de safra também influencia na redução das dívidas. No caso de Getulina, cidade com maior índice de devedores, é atribuída a entressafra da colheita de laranja o principal motivo do aumento de devedores.

Das 95 unidades habitacionais existentes em Getulina, pelo menos 34 estão com prestações atrasadas. Isso representa 35,78% de inadimplência, o maior número nas 55 cidades da região. “Damos todas as chances para regularizar o pagamento, mas há casos que temos que retomar a casa com ações judiciais, porque o mutuário se desinteressa por achar que é do governo o imóvel e não precisa pagar”, declara o gerente regional.

Antes de medida mais drástica, a empresa renegocia, aumenta prazo para pagamento da dívida e no último caso entra com ação judicial. A renegociação só é permitida uma vez com possibilidade de alongar o pagamento das prestações. A inadimplência é considerada a partir do atraso da quarta parcela. A média das prestações é de R$ 80, valor bem baixo em comparação a outros programas habitacionais. Cerca de 40% dos devedores se fazem presentes para renegociar as dívidas durante os mutirões realizados nos finais de semana, segundo Ladeira.