Nova York - O potencial terapêutico das células-tronco embrionárias finalmente começará a ser testado em seres humanos. Cientistas americanos vão usá-las para reconstruir a medula espinhal de pessoas paralisadas por lesões recentes na coluna.
Cerca de dez pacientes paraplégicos, que tenham sofrido o acidente causador da paralisia menos de 15 dias antes do teste clínico, vão receber as células. O anúncio foi feito ontem pela empresa americana Geron, que recebeu permissão para o ensaio da FDA. Thomas Okarma, presidente da Geron, disse que o recrutamento de pacientes deve começar em um mês. O anúncio parece ter posto fim a uma novela que se arrastava desde agosto de 2009. Isso porque a Geron já havia recebido permissão da FDA para o teste em janeiro do ano passado, mas teve de parar quando a agência questionou a empresa sobre cistos no organismo de camundongos usados nas pesquisas preliminares.
Em tese, a chave para refazer a medula recém-lesada é inserir nela oligodendrócitos, células que ajudam a montar a “fiação’’ dos nervos. Os oligodendrócitos seriam capazes de reparar a ligação entre os nervos e fazer com que os sinais nervosos voltassem a passa