08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

SINAL DOS TEMPOS


| Tempo de leitura: 3 min

Numa enxurrada de escândalos vandálicos, numa trilhada sombria, a “Mãe Natureza” tomou a iniciativa de reagir a tudo e a todos. Reporto-me ao herói Chico Mendes, de saudosa e inolvidável memória, o qual passou para os anais universal. Hoje, mais do que nunca, a bandeira ecológica heroicamente defendida por ele continuará tremulando altiva, além-fronteiras, no ápice das florestas verdejantes, ao som do chilrear dos pássaros, das mil cores e inebriante perfume das flores. Na certeza de que sempre existirá um punhado de bravos idealistas, os quais ressurgirão das cinzas, dando sequência à sua luta.

Quando o assunto é relacionado com a ecologia, na realidade ficamos perplexos por possuirmos potencial único, em termos do nosso planeta, entretanto, convivemos com um povo faminto, com alto índice de analfabetismo, desemprego, baixo índice salarial, reflexo da gritante injustiça social que assola a Nação, principiando pela má distribuição de renda, em consequência, a desvairada escalada da violência urbana em todos os quadrantes e dimensões, num crescente que a todos atemoriza e aflige, sem que medidas imediatas, enérgicas e definitivas sejam tomadas pelo poder público, mesmo porque é um sagrado direito de todo cidadão probo, ter assegurada a sua integridade moral, física e material.

Não obstante ser a nossa gente constituída de pacatos concidadãos, de formação cristã e que abominam todas as formas de violência.

Com uma população aproximada de 150 milhões num crescente desordenado, acolhendo a todos e de todos os rincões do mundo, temos 8,555 milhões de quilômetros quadrados, mais de 8 mil quilômetros de costa marítima e aproximadamente 330 mil quilômetros quadrados entre vertentes e mananciais; riquíssimos e de uma fertilidade privilegiada, o seu solo e o seu clima englobam os demais países do globo. Sendo um dos maiores exportadores de metais entre os quais preciosos e raros minerais; segundo lugar em grãos, quarto maior exportador de alimentos – estima-se em 6 bilhões de habitantes do nosso universo, os quais começam a ressentir-se da ausência dos alimentos mais essenciais. Somos a sétima economia industrial do Ocidente, a despeito dos corruptos e corruptores nos mais diversificados escalões.

Enquanto os silvículas vão sendo expulsos de suas terras, as nossas florestas vão dando lugar às pastagens, pois temos 95 milhões de cabeças de gado-vacum, sendo proprietários 1,9 milhões entre nacionais e alienígenas, usufruindo benesses da própria “Sudam” e do Banco do Brasil, paradoxal!

No climax do descalabro, o Brasil inteirou-se estarrecido – cuja palavra de ordem predominante é negociar, negociatas é o que está em grande evidência, e como num toque de mágica, ao findar-se o ano legislativo, os defensores do povo abocanharam deslavadamente para as suas castanhas, elevando os seus subsídios sucessivamente, no curto período de 30 dias em 100% como genuínos marajás da imoralidade.

A honradez é o alicerce básico que norteia todo homem. Não deveria haver compensação pecuniária para o cargo eletivo, admitindo-se pequena verba de representação, mesmo porque não é emprego. A todos os discólogos, urge rigorosa sindicância, confisco dos bens e masmorra... estacamos exaustos, basta!

“A esperança é a última que morre, que o Verde seja a última esperança.” (Arthur Monteiro De Carvalho Netto – Jornalista Reg. sob nº 24.444 Min. Tb)