08 de julho de 2026
Ser

Minha história:“O amor jamais acaba”


| Tempo de leitura: 1 min

Nos quatro cantos da casa eu vejo

Vinte quatro horas a sua presença.

Procuro e não acho, você foi embora,

Deixando comigo uma saudade imensa.

São noites que passo sonhando acordado,

Dentro do meu peito, a tristeza é intensa.

Sem ela por perto, o vazio é tão grande.

Sua falta, querida, faz toda diferença.

Seis anos felizes, nós passamos juntos.

Pensando que esse amor não tivesse fim.

Eu era pra ela seu príncipe encantado,

Ela representava uma rainha pra mim.

Para conhecer minha cara-metade,

Encontrar essa joia de longe eu vim.

Mas a morte madrasta levou-a para sempre,

Dela ninguém escapa, nosso Deus quer assim.

Nessa fila da morte, ela é interminável,

São os desígnios do supremo criador,

A ele compete o poder de tirar a vida

De um pobre mortal, pecador.

Com certeza sei que você, minha querida,

No reino da glória estará com o Senhor

Intercedendo por mim junto ao Pai,

Com fé, esperança e muito ardor.

Você, querida, com sua meiguice me deu

Na vida amor, carinho e felicidade.

Foste o exemplo de uma fiel companheira,

Ágil, prestativa, enfim, uma mulher de verdade.

Deus levou a minha maior riqueza,

Descansou deste mundo cheio de maldade.

Comigo ficou a sua eterna lembrança,

E a triste dor da saudade.

Letra de Antonio Antunes da Silveira (homenagem póstuma à minha saudosa esposa, falecida em 28 de junho de 2010)