Bariri – Apesar do pedido de prisão preventiva feito pelo delegado de Bariri (56 quilômetros de Bauru), Marcílio César Frederice de Mello, a Justiça determinou que o acusado de assassinar a marretadas um homem de 57 anos na madrugada da última quinta feira, dia 29, fosse solto. Segundo a polícia, o inquérito está sendo finalizado e o delegado irá solicitar ao juiz o indiciamento do homem, que confessou a autoria do crime.
O corpo de Osni (somente o primeiro nome foi divulgado) foi encontrado na manhã de quinta-feira, por policiais militares, em um dos quartos de uma residência no Jardim Nova Bariri. Denúncia feita por vizinhos ao 190 informava que a vítima tinha caído de uma escada. Contudo, além de identificar lesões sérias na região da cabeça de Osni, a polícia localizou dentro de um tanque no quintal uma marreta com marcas de sangue.
Após conversarem com vizinhos, os policiais descobriram que, na noite anterior, a vítima havia recebido a visita de duas pessoas (um deles o primeiro nome seria Marcelo). Os dois foram localizados e levados à delegacia na condição de suspeitos. Em depoimento, Marcelo confessou o crime. Na mesma data, a polícia apreendeu um sapato dele com solado idêntico às marcas de pegadas localizadas pela perícia no local do homicídio.
A Polícia Civil explica que, de imediato, o delegado pediu a prisão preventiva do acusado, mas ela foi negada e diante disso o acusado teve que ser liberado para responder ao inquérito em liberdade. A partir de agora, ao final do procedimento, que será remetido ao Fórum, o juiz poderá concordar com a prisão do acusado ou aguardar até que ocorra o julgamento do caso.
Ao contrário do que foi divulgado na edição do último dia 30, a vítima não possui nenhum vínculo familiar com Marcelo. Há algum tempo, segundo a polícia, Osni teria mantido relacionamento amoroso com a tia do acusado e, em razão disso, era chamado de tio por ele.
As razões do homicídio não foram reveladas pela polícia, que confirmou que os dois eram usuários de bebida alcoólica. Familiares de Osni, inconformados com o fato de seu assassino estar em liberdade, pedem Justiça. Segundo uma sobrinha dele, apesar de o assassino alegar legítima defesa, os ferimentos encontrados não demonstram isso.