10 de julho de 2026
Internacional

Incêndios na Rússia já mataram 48; presidente diz que situação é tensa

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Moscou - Após a onda de calor que já matou mais de 500 pessoas afogadas, a Rússia já registra ao menos 48 mortes nos últimos dias em função da onda de incêndios que atinge o país. Em resposta às críticas de que o governo faz pouco para conter a catástrofe, o presidente Dmitri Medvedev demitiu uma série de altos oficiais russos.

Segundo as autoridades, os incêndios arrasaram povoados inteiros e destruíram 1.910 casas de madeira com uma superfície habitável total de 60 mil metros quadrados, deixando 3,5 mil pessoas sem casa.

Nas últimas 24 horas, 403 novos focos de incêndios foram registrados, sendo 13 em jazidas minerais, onde o combate às chamas é difícil. Atualmente, na Rússia existem 520 incêndios ativos em uma superfície de 188.500 hectares.

O primeiro-ministro Vladimir Putin que esteve em visita a região, considerou a situação “tensa e perigosa”.

Encurtando suas férias, o Medvedev voltou a Moscou e ordenou o reforço da segurança nos centros nucleares, bases militares e instalações estratégicas na parte europeia do país, afetada há dias por graves incêndios florestais.

Medvedev retornou do Mar Negro a Moscou para reunir o Conselho de Segurança do Kremlin, para o qual concedeu prazo de 48 horas para apresentarem uma lista completa de todas as instalações estratégicas e os planos para garantir a segurança.