08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

DIA DO SACERDOTE (4/08)


| Tempo de leitura: 3 min

Baseado em João 17

“Pai, chegou a hora: glorifica teu Filho, para que teu Filho te glorifique”.

Sim, Pai, glorifica esses seus filhos chamados, escolhidos e agora enviados.

“Que eles conheçam a ti, o único Deus verdadeiro e aquele que enviaste, Jesus Cristo”.

Sim, ó Pai. Que eles possam ser sempre sal, luz e fermento. Que não se percam nas armadilhas do mundo, antes, que possam transformar o mundo no seu Reino de Amor.

“Eram teus e os destes a mim e eles guardaram a tua palavra”.

Sim, Pai, desde o ventre materno chamastes cada um pelo seu nome e para a nobre missão. Assim, aprenderam e assumiram a Palavra e que esta não se perca, mas seja mantida na unidade, na diversidade e na eternidade.

“Agora reconheceram que tudo quanto me deste vem de ti, porque as palavras que me deste eu as dei a eles e eles as acolheram e reconheceram verdadeiramente”

Sim, Pai. Muitas vezes eles questionaram e continuam perguntando: “por que eu?” Sei que eles se sentem não suficientemente amadurecidos, preparados, dignos e com condições. Que eles entendam que foram chamados, não porque eram perfeitos, mas porque deveriam aperfeiçoar seu Reino através do testemunho, através da simplicidade, humildade em saber construir.

“Por eles rogo: não rogo pelo mundo, mas pelos que me deste, porque são teus”.

Sim, Pai, eles são também construtores do mundo, por isso também são sacerdotes, reis e profetas. Que possam estar sempre a serviço, sempre a anunciar e testemunhar o seu Reino de amor.

“Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo e eu volto a ti”.

Sim, ó Pai, mas que eles continuem tendo o Espírito Santo para os animarem, para os conduzirem e para fazerem o mundo ser melhor.

“Pai santo, guarda-os em teu nome que me deste para que sejam um como nós”.

Sim, Pai, a unidade na pluralidade não é fácil. São pessoas humanas com seus vícios, seus recalques, seus traumas, seus egoísmos, invejas e tantos outros pecados. Mas onde está o pecado, a graça excede. Por isso, ó Pai, ajude-os a viverem unidos, convictos e juntos a seu Pastor, seu Bispo.

“Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os odiou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo”.

Sim, ó Pai. Como estamos sofrendo no meio dos erros e das denúncias! Ajude-os, Senhor. Faça que superem todas as dificuldades e que, sempre e em todo o tempo e lugar, acreditem mais na força do Amor.

“Santifica-os na verdade; tua palavra é verdade”. Sim, Pai, que eles continuem usando seu chamado para o trabalho. Não os deixem se acomodarem. Faça sempre, ó Pai, que entendam que sem eles não há Pão consagrado, não há perdão dos pecados, não há a unção na vida e na morte, não há união abençoada. Sem eles, Senhor, o mundo perderá o sentido da paz e da fraternidade.

“Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estou, também eles estejam comigo para que contemplem a minha glória, que me deste”.

Sim, ó Pai, que a glorificação deles, seja como a minha. Que se tiver que passar pela cruz, que acreditem que no final terão a ressurreição gloriosa.

“Eu lhes dei a conhecer o teu nome e lhes darei a conhecê-los, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles”.

Sim, Pai, que eles ao Te conhecerem anunciem, não tenham medo, dúvidas e nem vergonha de mostrar o teu amor por nós. Que sejam alegres, mesmo nas perturbações, nas calúnias, nas perseguições. Que eles sejam vencedores, por causa do Teu bendito nome. Que sejam unidos, perseverantes, que vivam na esperança e encontrem uma vida pura, sem mancha e em paz. Que não percam a firmeza, que cresçam na graça e no conhecimento do seu Salvador. Que a presença deles seja sempre para todos “novos céus e nova terra onde habita a justiça”. (2Ped. 3, 13b). Assim seja!

Rafael Mazzoni - professor