11 de julho de 2026
Cultura

‘Filmes devem resgatar sua função social’, diz cineasta


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Em fase de preparação do seu primeiro longa-metragem, a cineasta Giancarla Brunetto luta em defesa de uma sétima arte além do entretenimento.

E, quando disposto a tematizar os direitos humanos, o cinema pode ser uma arma poderosa em favor do debate, diz ela.

“Muitas vezes, as pessoas não têm noção desse poder e da série de reflexões importantes que nascem desse tipo de trabalho. Os filmes devem resgatar sua função social”, afirma.

Para Giancarla, assim como o cinema colabora com a discussão dos direitos humanos, o inverso também é verdadeiro.

“Do ponto de vista dos direitos humanos, o cinema precisa de uma grande auto-avaliação, pensar a respeito de sua própria função. Talvez seja esse o ponto de partida”, alerta.

Sobre o futuro longa, já batizado “Itinerantes - um auto-retrato gaúcho”, a cineasta diz ser um desdobramento do curta que será exibido hoje pela mostra.

“Viajei por várias cidades do Interior gaúcho, gravando depoimentos tanto com pessoas que sofrem violações dos direitos humanos como também com aquelas que têm iniciativa para promover ações. Era para ser mais um curta, mas em função da riqueza e diversidade do tema, decidi aproveitar”, conta sobre a produção a ser lançada no ano que vem.

Giancarla é autora ainda de “Perambulantes”, “Com Dor”, “O Sorriso de Antonia”, “Uma Mulher Bem Casada”, “O Jornal” e “O Encontro”, entre outros vídeos.

• Serviço

Abertura da mostra “Cinema e Direitos Humanos” hoje, às 19h30, no Sesc (avenida Aureliano Cardia, 6-71). Entrada gratuita. Mais informações pelo telefone (14) 3235-1750.