10 de julho de 2026
Internacional

Morrerei por ser mulher, diz iraniana

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Teerã - Presa desde 2006 na cadeia de Tabriz, Sakineh Ashtiani, condenada a morte por apedrejamento pelo “crime” de adultério, falou ontem ao jornal britânico “Guardian” por meio de um intermediário cuja identidade não foi revelada por razões de segurança.

Sakineh, definiu o motivo pelo qual aguarda por uma das mais cruéis penas de morte do mundo. “A resposta é bem simples. É por eu ser uma mulher, é por eles acharem que podem fazer o que quiserem com as mulheres, neste país.

Para eles, adultério é pior que homicídio. Mas não todos os tipo de adultério: um homem adúltero pode nem ser preso, mas uma mulher adúltera é o fim do mundo.

É por estar em um país onde as mulheres não têm o direito de se divorciar de seus maridos e estão privadas de direitos básicos”, disse.

“Eles (as autoridades iranianas) estão mentindo. Estão envergonhadas com a atenção internacional dada ao meu caso e tentam desesperadamente distrair a atenção e confundir a mídia para que pudessem me matar em segredo.

Eu fui considerada culpada de adultério e fui absolvida pelo homicídio. O homem que realmente matou meu marido foi identificado e preso, mas ele não foi sentenciado à morte”, falou.

Advogado crê em anistia

Mohammad Mostafaei, advogado da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani - condenada à morte por apedrejamento -, disse ontem que está convencido de que o Governo de Teerã acabará concedendo anistia a sua cliente pela grande repercussão internacional que teveo o caso.