•Samu regionalizado
A ampliação do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) a pequenas cidades, ocorrido em Bauru, faz parte da estratégia do governo federal, em conjunto com prefeituras, de regular os encaminhamentos de pacientes para os hospitais de referência, o que eliminaria no futuro a central de vagas.
•O que é emergência?
O dilema é incutir na população que atendimento de urgência e emergência é diferente do ambulatorial. A distorção lota os pronto-socorros, os “gargalos” do sistema de saúde brasileiro. De fato, o uso banal de unidades como o Samu e mesmo o Resgate dos Bombeiros é inadequado. Porém, num momento de aperto, não é fácil a um leigo definir se sua situação é emergencial ou não.
•O caso Renata França
Aliás, a manchete de hoje do JC mostra uma história dramática que teve, até agora, um final feliz, mas que foge à regra. Na página 4 está o relato do salvamento de Renata França Oliveira, que teve a sorte de ter havido um sincronismo como nem sempre se vê entre o serviço de urgência e emergência e a unidade cirúrgica hospitalar.
•Eficiência na saúde
Tudo foi feito no tempo certo, desde o chamado ao Samu, a comunicação entre as unidades de salvamento até a cirurgia de cateterismo na mulher, que foi salva de uma situação mais grave porque o sistema funcionou como um relógio. Porém, não é essa a regra, infelizmente. Publicamos o caso com destaque hoje para mostrar como é possível a saúde pública atuar com eficiência.
•Se a moda pega...
O inusitado protesto de jogar esgoto na frente da Prefeitura de Itapuí para cobrar a instalação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no municí-pio serve de alerta às autoridades municipais bauruenses de que algo parecido pode ocorrer por aqui. Afinal, o esgoto continua sendo lançado nos ribeirões da cidade e o tratamento está demorando.
•Resumo dos fatos
Para quem não se lembra, na última terça-feira a ONG Eco Vida encheu galões com esgoto, levou até a sede da Prefeitura de Itapuí e despejou em calçadas e escadaria, parando o trânsito e gerando um fato que serviu de protesto contra o atraso nas obras do tratamento de esgoto daquela cidade.
•Situação em aberto
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), em sua conhecida militância ambientalista, antes de virar político, já acampou em frente ao DAE e da prefeitura para cobrar o tratamento de esgoto. Agora, certamente não faria isso, mas é visível sua inquietação quanto ao tema, uma vez que ainda não se sabe como obter os recursos (pelo menos R$ 50 milhões) para a caríssima obra.
•Guerrilha ecológica
Para Rodrigo, o protesto da ONG de Itapuí foi inspirado no Greenpeace, entidade que adota métodos de propaganda midiática de grande impacto. Ele não acredita que algo parecido possa ocorrer em Bauru. Só que o tempo está passando e sem tratamento de esgoto a cidade pode até ficar sem recursos do governo federal num futuro não muito distante.
•Mineiramente falando
O candidato do PSDB ao governo do Estado, Geraldo Alckmin, disse ontem, em Jaú, que apesar de sua boa colocação nas pesquisas eleitorais, não trabalha com a hipótese de vencer no primeiro turno. “A eleição é de dois turnos e nós vamos trabalhar com humildade”, disse.